João Torres acusa direita de "obsessão privatizadora" do estado social

João Torres acusa direita de "obsessão privatizadora" do estado social

O secretário-geral adjunto do PS acusou hoje a direita de ter uma "obsessão privatizadora" do estado social, cuja proteção definiu como "um desígnio permanente" dos socialistas, e considerou que "o neoliberalismo tomou conta" do PSD.

Lusa /

"Todos nós sabemos que esse aventurismo da direita com a obsessão privatizadora do estado social terminaria com a ausência desse estado social. E sem estado social, não há, para nós, democracia", defendeu João Torres, na Academia Socialista, que decorre até domingo, no distrito de Évora.

Numa apresentação intitulada `Porque não há democracia sem estado social?`, Torres apontou à direita, considerando que "o neoliberalismo tomou conta do maior partido da oposição" e classificou a Iniciativa Liberal (IL) como "neoliberal radical".

O secretário-geral adjunto dos socialistas defendeu o estado social como um "desígnio permanente" da história do partido e considerou que o PS, "que tem como ideia força o estado social, protege a democracia".

"E sempre que nos últimos anos nós reforçamos o estado social, encontramos sempre o voto contra da direita do nosso país que nunca quis fazer parte da solução para os problemas que identificamos, antes quis sempre posicionar-se como parte do problema, manifestando-se sempre e contra as medidas que o PS apresentou", acusou.

Torres considerou ainda que, nos últimos anos, a direita democrática em Portugal quebrou "uma espécie de compromisso não escrito, um quase consenso que existiu durante as primeiras décadas" da democracia portuguesa, "sobre o caráter e a natureza essencialmente pública do estado social".

O dirigente socialista rejeitou qualquer complexo do PS em relação à iniciativa privada ou ao setor privado, contrapondo que os socialistas formulam "um juízo crítico sobre a distribuição da riqueza".

"E quando promovemos essa redistribuição também estamos a reforçar o estado social e a proteger a nossa democracia", sustentou.

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