Jorge Pinto diz que há caos no SNS e que "portugueses estão desesperados"
O candidato presidencial Jorge Pinto criticou hoje o primeiro-ministro por desvalorizar os problemas do SNS e argumentou que, ao contrário do que disse Montenegro, há uma situação de caos na saúde em Portugal e os portugueses estão desesperados.
"Nós precisamos de ter uma série de soluções muito claras em cima da mesa para defender, salvar o SNS [Serviço Nacional de Saúde] (...), reconhecendo o próprio problema. Desvalorizá-lo, como tem feito reiteradamente Luís Montenegro, às vezes até quase ironizando em relação aos problemas, não é certamente parte da solução, é isso também parte do problema em si mesmo", criticou.
Jorge Pinto, que falava aos jornalistas à margem de uma ação de campanha na Comunidade Energética de Telheiras, em Lisboa, reagiu às palavras de hoje de Luís Montenegro, quando defendeu que há uma "perceção de caos" no SNS, que "não é a realidade", argumentando que os tempos de espera nos hospitais "são os melhores dos últimos cinco anos".
O candidato a Belém apoiado pelo Livre argumentou que o "caos existe" quando morrem pessoas à espera "mais de três horas" do INEM ou se "anuncia a compra de novas ambulâncias, mais de três anos depois de elas já terem sido anunciadas", e que, quando se menorizam os problemas na saúde, a mensagem transmitida é a de que se está "confortável" com a atual situação.
Jorge Pinto reiterou que a "função de um Presidente da República é dizer que o SNS vai ser defendido custe o que custar" e defendeu que os "portugueses estão desesperados com o estado a que o SNS está a chegar" e pela forma como o Governo tem gerido essa pasta.
"Os portugueses estão desesperados por não saberem que têm no Governo alguém que vá defender o SNS e, precisamente por isso, é que um Presidente da República deve dizer que o SNS vai ser defendido, custe o que custar, porque é isso que está em causa", atirou.
Para o candidato, quando se menorizam os problemas na saúde, a mensagem que é transmitida é a de que se está "confortável" com a atual situação.
Depois de hoje de manhã ter dito que o entristece, mas não surpreende, ver João Cotrim Figueiredo a não excluir o apoio a Ventura numa segunda volta, Jorge Pinto voltou ao tema para dizer que ouviu o que foi dito e "realmente é tão grave como temia que fosse", e apelou ao voto dos eleitores que são "verdadeiros liberais democratas" e não concordam com o que foi dito pelo candidato apoiado pela Iniciativa Liberal (IL).
"Se querem recompensar alguém nesta campanha que tem estado ao lado da defesa do regime, ao lado da defesa da república, ao lado da defesa da democracia liberal, então têm aqui nesta candidatura um voto que será bem mais útil do que no candidato Cotrim Figueiredo", declarou.
Sobre a visita de hoje à tarde, Jorge Pinto salientou que "não houve um dia em que não falasse da importância das comunidades de energia renovável" e do seu potencial para a transição energética do país e para a resposta a fenómenos extremos como um apagão ou um ataque militar.
Para o candidato, o modelo desta comunidade na freguesia do Lumiar, que já serve cerca de 50 famílias, deve ser replicado em todo o país, faltando, para que isso se concretiza, vontade política das freguesias e das autarquias.