Líder do PAN diz que oposições internas têm que respeitar "quem o coletivo elege"

Líder do PAN diz que oposições internas têm que respeitar "quem o coletivo elege"

A líder do Pessoas Animais Natureza (PAN), Inês Sousa Real, considerou hoje que, em democracia, as "oposições internas" de cada partido devem ser respeitadas, mas que devem respeitar "quem o coletivo elege para os representar".

Lusa / Adicionar como fonte informativa

"Não podemos esquecer-nos que, em democracia, as oposições internas têm que ser respeitadas, mas também têm que respeitar quem o coletivo elege para os representar e que, acima de tudo, também diz que está presente no congresso", afirmou hoje à Lusa Inês Sousa Real.

A deputada, que falava com a Lusa à margem de um evento no Porto, considerou que o partido não pode permitir que "ponham em causa o trabalho político que tem vindo a ser feito" e que os eleitos sejam prejudicados "por aquilo que são os objetivos da oposição (...), que têm objetivos pessoais que não se concretizam com aquilo que são os objetivos do coletivo".

Inês Sousa Real considerou que decisão do Tribunal Constitucional (TC) é "manifestamente desproporcional".

"Nós estamos bastante tranquilos e, acima de tudo, com consciência tranquila. Nós respeitámos plenamente os mecanismos de democracia interna", afirmou, garantindo que vai "aguardar com serenidade" pela decisão do TC.

O TC declarou ilegal parte do regulamento do último Congresso do PAN e, como consequência, invalidou a última eleição da direção do partido, na qual Inês de Sousa Real foi reeleita porta-voz.

A decisão consta de um acórdão do Tribunal Constitucional, a que a agência Lusa teve acesso, datado de 13 de julho e feito na sequência de um pedido de impugnação da militante do PAN Carolina Pia à eleição dos titulares dos órgãos internos do partido que decorreu no X Congresso do PAN, realizado em 20 de dezembro de 2025, em Coimbra.

Na quinta-feira, o partido anunciou que vai recorrer para o plenário do Tribunal Constitucional (TC) da decisão.

No mesmo dia, o movimento Transformar para Crescer, de oposição interna à atual direção do PAN, pediu a demissão da porta-voz do partido, Inês de Sousa Real, e defendeu a realização de um novo Congresso com eleições internas.

No último congresso, Inês de Sousa Real foi reeleita para um terceiro mandato como porta-voz do PAN, com 69 dos 72 votos dos delegados, conquistando todos os lugares da Comissão Política Nacional.

Hoje, no Porto, Inês Sousa Real mostrou-se ainda "solidária" com as famílias, alunos e comunidade docente a propósito dos problemas com a classificação dos exames nacionais.

Reconhecendo que reformar e implementar uma digitalização no processo é "fundamente e precisa", a líder partidária considerou que deveria ter ocorrido de uma forma mais gradual.

"Costuma-se dizer que depressa e bem não há quem e, de facto, aqui o ministro [da Educação] acabou por ter uma avaliação negativa naquilo que foi esta implementação deste processo", afirmou.

Tópicos
PUB