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Marcelo admite que alguns municípios decidam adiar as eleições presidenciais

Marcelo admite que alguns municípios decidam adiar as eleições presidenciais

O presidente da República, Marcelo Rebelo Sousa, lembrou esta quinta-feira que a lei permite, em caso de estado de calamidade, o adiamento do ato eleitoral nas zonas afetadas pela tempestade.

Lusa /
Foto: Rui Minderico - Lusa

"A palavra decisiva é do presidente de Câmara, ou da presidente de Câmara, não é nem do presidente da República, nem do Governo, nem da Assembleia da República", disse, acrescentando que "não havendo condições, está lá previsto, em caso de calamidade, exercer esse poder e, portanto permite, que as eleições sejam oito dias depois, sete dias depois".

Marcelo Rebelo de Sousa falava aos jornalistas em Alcácer do Sal, no distrito de Setúbal, onde se encontra de visita, numa altura em que a baixa da cidade alentejana está inundada desde a quarta-feira da semana passada.

O chefe de Estado admitiu, por outro lado, fazer uma comunicação ao país no sábado, apelando ao voto.

"Não nestas circunstâncias aqui vividas (em Alcácer do Sal), mas noutros pontos do país em que possa ter chovido, ou chova, mas em que há condições para poder votar", disse, acrescentando: "Se for assim eu poderei vir, porventura, com a evolução da situação, a fazer um apelo breve ao voto.

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