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Marcelo sinaliza "dois terços de portugueses que são pró-europeus"

Marcelo sinaliza "dois terços de portugueses que são pró-europeus"

No rescaldo da noite das eleições europeias, o Presidente da República quis destacar esta segunda-feira que dois terços dos portugueses que, na véspera, foram às urnas e designaram um partido “são pró-europeus”. Marcelo Rebelo de Sousa estimou mesmo que a Europa comunitária viveu “um dia positivo”.

Carlos Santos Neves - RTP /
Nas Conferências do Estoril, o Presidente da República abordou os resultados das eleições de domingo António Pedro Santos - Lusa

Foi nas Conferências do Estoril, cuja sexta edição decorre no Campus de Carcavelos da Universidade Nova de Lisboa, que o Chefe de Estado voltou a abordar o score eleitoral de uma “maioria clara pró-europeia”, fórmula que havia já utilizado ao final da noite de domingo.
No domingo, o Presidente da República acentuou o apelo à participação eleitoral. A abstenção foi, todavia, de 69,05 por cento.

Em reposta à agência Lusa, depois da intervenção no evento, Marcelo Rebelo de Sousa esclareceu que se referia a um conjunto composto por PS, PSD, CDS-PP, Aliança e Iniciativa Liberal.

“Há dois terços dos portugueses que são pró-europeus”, vincou Marcelo Rebelo de Sousa, para acrescentar que “isso se confirmou ontem novamente”. Pelo que, na sua ótica, o primeiro dia pós-eleições foi “positivo para a Europa”.

“No Parlamento Europeu continua a haver uma maioria clara de pró-europeus”, sublinhou o Presidente, que não deixou de apontar que “mesmo os que não são entusiásticos pró-europeus têm lugar no Parlamento Europeu e isso é democracia”.

“Isso é o triunfo dos valores europeus”, insistiu.

Antena 1

“A Europa permite que mesmo aqueles que são críticos, que são céticos, que querem dividir ou afastar caibam na casa europeia. Não os ignora, não os afasta. E o debate sobre a Europa é um debate que cabe na democracia europeia e essa é uma força”, propugnou.
Abstenção. “Opção legítima”

Marcelo passou boa parte da noite eleitoral numa iniciativa do Banco Alimentar contra a Fome. E foi aí que comentou os dados da abstenção, contra a qual advertira horas antes, quando ainda decorria a votação para eleger os 21 eurodeputados portugueses.

“Eu não escondi, no meu apelo, como gostaria que houvesse menos portugueses a escolherem não escolher, mas eu respeito todos os portugueses e é uma opção perfeitamente legítima. Aceitar a escolha que os 30 e pouco por cento acabaram por fazer é uma escolha como tudo na vida”, afirmou então.

Ana Cardoso Fonseca, António Esteves, António Antunes, Hugo Antunes, Rui Rufino - RTP

“A abstenção”, continuou o Presidente da República “significa que há um conjunto de cidadãos que, perante o leque de escolhas”, estima que “a melhor solução é não escolher”.

Sem falar das contas políticas internas decorrentes das europeias, Marcelo Rebelo de Sousa enfatizou que o Presidente da República só deve intervir nas eleições legislativas. Até outubro, defendeu, cabe aos partidos o desafio de mobilizar o eleitorado.

c/ Lusa
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