Mau tempo: Montenegro considera “muito válido” contributo do PR

Mau tempo: Montenegro considera “muito válido” contributo do PR

O primeiro-ministro qualifica de “muito válido” o contributo do Presidente da República sobre a gestão das tempestades, que diz estar “quase todo incluído” no PTRR, mas admite que “aqui ou acolá” podem ser aprimoradas “regras de coordenação”.

RTP /
Lusa

Durante o debate parlamentar quinzenal, Luís Montenegro constatou ainda que, “como consta do relatório da Presidência, o Governo esteve muito presente, muito próximo”.

No sábado, foi conhecido – embora ainda não divulgado oficialmente – o relatório da Presidência Aberta na Zona Centro, realizada por António José Seguro entre 6 e 10 de abril às zonas afetadas pelas tempestades. Nele, o Chefe de Estado vinca a necessidade de que “se acelerem apoios, se clarifiquem medidas” e se melhore a coordenação entre entidades no terreno, de modo a mitigar as consequências do mau tempo que atingiu o país no início do ano.

Hoje, na Assembleia da República, o primeiro-ministro admitiu que “não correu tudo bem”, justificando, desde logo, com o caráter inédito da depressão Kristin, e defendeu que “tudo foi feito” para antecipar e gerir aquele fenómeno climático.

“Evidentemente, aqui ou acolá com alguma necessidade de aprimorar regras de coordenação, instrumentos de cooperação interinstitucional, de cooperação intermunicipal e de forma a podermos deslocar para o território mais afetado uma capacidade que muitas vezes está espalhada por todo o território”, afirmou.

Montenegro recordou que o Governo discutiu com o chefe de Estado, ainda na qualidade de Presidente eleito, o desenho do programa criado para responder às consequências das tempestades – o PTRR (Portugal Transformação, Recuperação e Resiliência), com um envelope financiamento de 22,6 mil milhões de euros e execução até 2034.

Apesar de considerar que as sugestões de António José Seguro estão praticamente todas incluídas neste programa, Montenegro lembrou que este é “sempre suscetível de uma reprogramação, uma recalendarização”.

“Esse é seguramente um assunto ao qual nós voltaremos muitas vezes, até porque nós próprios sugerimos que o Parlamento tivesse uma palavra muito permanente de acompanhamento da execução desse programa”, frisou.

(Com Lusa)
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