"Miguel Relvas não cometeu abuso nenhum", declara primeiro ministro

"Miguel Relvas não cometeu abuso nenhum", declara primeiro ministro

O debate quinzenal desta manhã, no Parlamento, ficou marcado pela demissão de Miguel Relvas, com a oposição em peso a confrontar o primeiro ministro com variadíssimas questões, Passos Coelho destacou total independência quanto à investigação da licenciatura do ex ministro, afirmou não conhecer o relatório, e declarou, " o ministro Miguel Relvas não cometeu abuso nenhum, e nem é em função do que foi apurado pela Inspeção Geral da Educação, suspeito ou envolvido, em ter participado de qualquer forma em qualquer irregularidade dentro da universidade". Pedro Passos Coelho garantiu ainda que a decisão do Tribunal Constitucional sobre o OE 2013 não arrastará a sua demissão nem a demissão do governo.

Madalena Salema /

Foto: Antena 1

António José Seguro dirigiu-se ao primeiro ministro ao questionar "se a saída de Miguel Relvas, seu braço direito no governo, não cria instabilidade e enfraquecimento", Passos Coelho respondeu que a demissão de Relvas não vai criar nenhuma crise política no país.

Ao abordar a demissão do ex ministro dos Assuntos Parlamentares, Jerónimo de Sousa, líder do PCP, foi irónico na sua intervenção ao afirmar o seguinte: "Miguel Relvas disse que foi o principal obreiro da sua chegada a líder do PSD e ao governo. Trata-se assim do criador da criatura. Desertado o criador, o que resta à criatura? Não acha que devia seguir o mesmo caminho, levando o governo consigo?".

Pela voz dos Verdes, Heloísa Apolónia quis saber "se o ex ministro vai ser substituído por um novo ministro, se outro ministro do governo vai ficar com a pasta ou ainda, se Passos Coelho aguarda a decisão do Tribunal Constitucional sobre o OE 2013, para saber se vale ou não a pena fazer a substituição do ex ministro dos Assuntos Parlamentares".

João Semedo, do Bloco de Esquerda, acusou o governo de ter abusado duas vezes da Constituição ao aprovar, duas vezes, orçamentos que são inconstitucionais, e de de forma veemente afirmou "o senhor primeiro ministro está a mais nessa bancada, este governo está a mais no país, senhor primeiro ministro não obrigue o país a sofrer mais, demita-se o mais depressa que conseguir".

(c/Elsa Ferreira)











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