Política
Ministra da Saúde critica "perceções" e pede "responsabilidade" aos comentadores que falam sobre o SNS
Numa intervenção em que lamentou a "energia" consumida por Governo e oposição na resposta a temas que considera serem apenas a "espuma dos dias”, a ministra da Saúde deixou, esta quarta-feira, reparos sobre os resultados apresentados no estudo do Índice de Saúde Sustentável e criticou o peso das "perceções" na confiança dos cidadãos e o papel dos comentadores no debate público sobre o SNS.
Na abertura da conferência Sustentabilidade em Saúde, promovida pela AbbVie em parceria com o Expresso e a NOVA IMS, no CCB, em Lisboa, Ana Paula Martins começou por elogiar a realização anual do estudo, por permitir “olhar para as questões da saúde para além da espuma dos dias”, mas foi crítica em relação ao debate gerado em torno dos números apresentados, considerando que contém "perceções" e dados "aparentemente oficiais".
“É totalmente inconsequente o debate do que está certo ou do que está errado. Temos aqui perspetivas diferentes, com estudos diferentes”, disse Ana Paula Martins, que garantiu, no entanto, que não pretendia “discutir a validade do estudo”, nem “os indicadores utilizados”.
Na intervenção, a governante destacou, contudo, a ideia de que as "perceções" são prejudiciais a uma leitura mais correta dos dados.
“A perceção da realidade por parte dos cidadãos é significativamente diferente daquela que a equipa de saúde detém. É em grande parte devido à perceção que nasce a confiança ou a desconfiança no setor da saúde", afirmou Ana Paula Martins, que aproveitou também para deixar reparos aos comentadores: “A utilização crescente de comentadores na comunicação social tem de levar, obrigatoriamente, a uma responsabilidade acrescida nos comentários que produzem”, sublinhou.
No mesmo sentido, a ministra da Saúde apontou que o tema da comunicação é "especialmente sensível e relevante" para a "compreensão de todo o sistema”, defendendo que as opiniões devem ser sempre “fundamentadas em factos”.Ana Paula Martins assinala caminho seguido: "Rentabilizámos melhor os recursos"
Ao longo da intervenção, Ana Paula Martins sustentou que o sistema tem vindo a aumentar a atividade e a capacidade de resposta, dando como exemplo o número de cirurgias realizadas no SNS, que, segundo a governante, passou de cerca de 458 mil em 2020 para 739 mil em 2025.
“Operámos e rentabilizámos cada vez melhor os recursos físicos e humanos disponíveis”, afirmou Ana Paula Martins, que rejeitou ainda acusações de transferência de atividade para o setor privado. “Essa não é uma realidade”.
A ministra atribuiu ainda parte da pressão sentida no SNS ao crescimento contínuo da procura. “Tem sido difícil acompanhar o permanente aumento de utentes que temos”, afirmou, acrescentando que “o aumento cresce a uma velocidade superior àquilo que o sistema tem conseguido crescer e adaptar-se”.
“É totalmente inconsequente o debate do que está certo ou do que está errado. Temos aqui perspetivas diferentes, com estudos diferentes”, disse Ana Paula Martins, que garantiu, no entanto, que não pretendia “discutir a validade do estudo”, nem “os indicadores utilizados”.
Na intervenção, a governante destacou, contudo, a ideia de que as "perceções" são prejudiciais a uma leitura mais correta dos dados.
“A perceção da realidade por parte dos cidadãos é significativamente diferente daquela que a equipa de saúde detém. É em grande parte devido à perceção que nasce a confiança ou a desconfiança no setor da saúde", afirmou Ana Paula Martins, que aproveitou também para deixar reparos aos comentadores: “A utilização crescente de comentadores na comunicação social tem de levar, obrigatoriamente, a uma responsabilidade acrescida nos comentários que produzem”, sublinhou.
No mesmo sentido, a ministra da Saúde apontou que o tema da comunicação é "especialmente sensível e relevante" para a "compreensão de todo o sistema”, defendendo que as opiniões devem ser sempre “fundamentadas em factos”.Ana Paula Martins assinala caminho seguido: "Rentabilizámos melhor os recursos"
Ao longo da intervenção, Ana Paula Martins sustentou que o sistema tem vindo a aumentar a atividade e a capacidade de resposta, dando como exemplo o número de cirurgias realizadas no SNS, que, segundo a governante, passou de cerca de 458 mil em 2020 para 739 mil em 2025.
“Operámos e rentabilizámos cada vez melhor os recursos físicos e humanos disponíveis”, afirmou Ana Paula Martins, que rejeitou ainda acusações de transferência de atividade para o setor privado. “Essa não é uma realidade”.
A ministra atribuiu ainda parte da pressão sentida no SNS ao crescimento contínuo da procura. “Tem sido difícil acompanhar o permanente aumento de utentes que temos”, afirmou, acrescentando que “o aumento cresce a uma velocidade superior àquilo que o sistema tem conseguido crescer e adaptar-se”.