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Moção de confiança é “última oportunidade” de evitar eleições

Moção de confiança é “última oportunidade” de evitar eleições

O ministro da Presidência remete para a votação da moção de confiança no parlamento a “última oportunidade” de evitar eleições e afasta a ideia de que o Governo possa retirar esse instrumento se o PS recuar no inquérito.

Inês Ameixa /

Lusa

No final da conferência de imprensa do Conselho de Ministros, Leitão Amaro foi questionado sobre as declarações do ministro Adjunto, Castro Almeida, à rádio Observador, em que admitiu que o Governo poderia retirar a moção de confiança caso o PS se mostrasse satisfeito com os esclarecimentos dados pelo primeiro-ministro e retirasse a proposta de comissão de inquérito.

Leitão Amaro defendeu que Castro Almeida fez “uma soma de condições aditivas”, sendo a principal que “tem de haver uma clarificação das definições das condições de governabilidade”.

“O tema essencial não é nem nunca foi a CPI, o que está em causa é se a oposição – que no seu conjunto é maioritária – confia, aceita, que há condições de governabilidade ou não”, afirmou.

Na conferência de imprensa, Leitão Amaro negou existirem conversações com algum partido político “que não seja o debate público” e insistiu na responsabilidade da oposição, em particular do PS e do Chega.

“Os portugueses devem querer tanto eleições como o Governo e estão à espera de ver o PS e o Chega fazem, são eles que vão decidir ou não se há eleições”, afirmou, considerando que “este é o tempo das oposições”.

O ministro voltou a acusar o PS de querer “continuar um clima de suspeição, um clima de erosão lenta das condições de governabilidade”, posição que considerou não se ter alterado no espaço público.

Leitão Amaro defendeu que o ministro Castro Almeida apenas “ecoou a declaração do primeiro-ministro” na comunicação ao país de sábado, quando já admitia avançar para uma moção de confiança caso a oposição não clarificasse as condições de governabilidade.

O ministro da Presidência recusou ainda a interpretação de que Luís Montenegro se tenha manifestado indisponível para dar mais esclarecimentos.

(Com Lusa)
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