"Não é não" ao Chega e nada de acordos com PS. Luís Montenegro define estratégia a dois anos

"Não é não" ao Chega e nada de acordos com PS. Luís Montenegro define estratégia a dois anos

O líder do Partido Social Democrata e primeiro-ministro, apresenta esta segunda-feira à noite, em Sintra, a sua Moção de Estratégia Global para definir o rumo dos próximos dois anos, tanto para o partido como para o governo.

RTP /
Luís Montenegro, primeiro-ministro de Portugal, fevereiro 2026 Foto: Filipe Amorim - Lusa

A moção "Trabalhar - Fazer Portugal Maior" foi entregue durante a tarde na sede nacional do PSD, em Lisboa, juntamente com mais de três mil assinaturas. Será apresentada numa sessão pública ao início da noite. "O sentido do 'não é não' com o Chega é o mesmo do 'não ao bloco central' com o PS", referiu Luís Moção Montenegro no texto, considerando contudo absurdo falar de "cercas sanitárias" no Parlamento.

O primeiro-ministro mantém contudo que a sua estratégia não fecha portas.

"Não estabelecer um acordo de governação não pode nem deve significar rejeição de diálogo e negociação política", referiu Montenegro nesta moção, deixando críticas quer ao Chega quer aos socialistas.

Num balanço de dois anos de governação, o primeiro-ministro refere-se ao PSD, "líder da AD", como "sendo a referência da moderação política e sendo a referência do reformismo político".

"Governa sem deixar o país cair nem na irresponsabilidade do populismo e da imaturidade 'chegana', nem na estagnação do imobilismo e da estatização socialista", escreveu Montenegro, aplaudindo o  partido.

Sublinhando que o mandato dado pelos portugueses é o de "governar sem maioria absoluta", o primeiro-ministro e recandidato a líder dos social democratas, propõe nesta moção continuar o diálogo político com as oposições.

"De forma particular com os dois partidos que na oposição têm representação suficiente para viabilizar iniciativas", acrescentou, numa referência ao Chega como ao PS.

"Nenhum dos dois está excluído desse diálogo, até porque os mesmos dois maiores partidos da oposição também não têm excluído dialogar entre si e coligarem-se pontualmente contra os partidos que suportam o Governo", recordou o líder do PSD.

Luís Montenegro é candidato único à liderança dos social-democratas, cujas eleições diretas terão lugar dia 30 de maio. Seriam necessárias somente 1.500 assinaturas para subscrever a sua candidatura.

O Congresso Nacional está agendado para junho.

c/Lusa
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