Núncio recusa "fusão ou diluição" e diz que "reformas da AD são reformas CDS"

Núncio recusa "fusão ou diluição" e diz que "reformas da AD são reformas CDS"

 O líder parlamentar do CDS-PP recusou hoje a ideia de "fusão ou diluição" com outros partidos e garantiu a "afirmação plena dos centristas" que não esgotam na coligação, considerando que "as reformas da AD são reformas CDS".

Lusa /

"Não nos esgotamos na coligação, como alguns dizem, mas somos uma parte ativa dessa coligação e quando alguns optam por falar em diluição ou fusão com outros partidos como é possível considerar ou equacionar a fusão do CDS com outros partidos? Que feio! Que ideia mais feia!", criticou Paulo Núncio no seu discurso no primeiro dia do 32.º Congresso do CDS, que decorre até domingo em Alcobaça, Leiria.

Na perspetiva do líder parlamentar do CDS-PP, o futuro do partido "passa pela afirmação da autenticidade e da individualidade".

"A afirmação do CDS passa pelo reformismo. E o reformismo da AD é o reformismo do CDS. As reformas da AD são reformas CDS", defendeu, partindo depois para cinco exemplos de "reformas parlamentares" em que diz que o CDS "teve uma participação ativa".

A lista de Paulo Núncio de "reformas CDS" inclui a redução do IRC, "rigor na imigração", aumento das pensões mais baixas para "os mais carenciados", mais "oferta na habitação" e "valorizar e dignificar as nossas Forças Armadas", aproveitando este momento para elogiar o trabalho do presidente do partido, Nuno Melo, como ministro da Defesa Nacional.

"É precisamente isso que estamos a fazer neste Governo. Estamos na AD para fazer reformas. Estamos na AD para reformar o país", enfatizou.

O deputado centrista apresentou ainda contas sobre o grupo parlamentar que partilha com João Almeida, com "mais de 80% das iniciativas" que apresentaram a terem sido aprovadas.

"Nos últimos dois anos, votámos mais de 100 vezes de forma diferente do nosso parceiro de coligação, o que é absolutamente normal numa coligação de dois partidos diferentes, mas que souberam, ao longo da sua história, juntar esforços, fazer coligações, governar o país e responder aos desafios estruturais do nosso país", disse.

Por isso, para Paulo Núncio, "nem diluição, nem fusão". 

"Afirmação e afirmação plena do CDS. É no Parlamento que o CDS mais afirma a sua identidade", insistiu.

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