Política
Nuno Melo alerta para crises políticas: se PS e Chega "não nos deixarem governar" vão ter "uma grande desilusão" nas urnas
A poucas horas do apito inicial em Dallas, no Texas, onde a selecção nacional de futebol vai defrontar a selecção espanhola no Campeonato do Mundo, o presidente do CDS-PP abriu as Jornadas Parlamentares da AD, em Cascais, — que deveriam também contar com a presença de Luís Montenegro — com avisos sobre eventuais crises políticas.
A poucas horas do apito inicial em Dallas, no Texas, onde a selecção nacional de futebol vai defrontar a selecção espanhola no Campeonato do Mundo, o presidente do CDS-PP abriu as Jornadas Parlamentares da AD, em Cascais, — que deveriam também contar com a presença de Luís Montenegro — com avisos sobre eventuais crises políticas.
Os recados foram deixados por Nuno Melo (já depois de uma curta intervenção do presidente da Câmara Municipal de Cascais), na ausência do líder do PSD e primeiro-ministro. Luís Montenegro até chegou a estar confirmado no programa divulgado à comunicação social, mas acabou por cancelar a presença na véspera, justificando com uma viagem para os Estados Unidos, para assistir na noite desta segunda-feira, no estádio, ao "clássico ibérico".
Sem o líder da AD presente, coube ao presidente do CDS deixar todos os avisos à navegação, porque, diz, "já se antecipa por aí mais uma crise política". Sem concretizar cenários concretos, Nuno Melo "espera" que o país não regresse às urnas de forma antecipada, mas não deixa de alertar as oposições, leia-se, o Chega e o Partido Socialista. "Só alguém muito irresponsável pode desejar mais uma crise política", nota.
"Sabemos que os socialismos e os populismos podem olhar outra vez para que venha aí outra crise política, mas podem estar certos: se as oposições não quiserem respeitar a vontade dos eleitores e não nos deixarem governar, pode bem ser que tenham uma outra grande desilusão", vaticina Nuno Melo. "Os portugueses sabem que governamos com resultados, que são o nosso cartão de visita".
Na abertura das Jornadas Parlamentares, que decorrem na Cidadela de Cascais, esta segunda-feira e terça-feira, o também ministro da Defesa Nacional defendeu que o Governo, que "não tem maioria absoluta", "não governa com arrogância", procurando "entendimentos" e diálogo com os restantes partidos na Assembleia da República. E aponta que a AD se mantém assumidamente como a "opção moderada, serena e institucional" e que "isso faz falta à política dos dias de hoje".
Nuno Melo não deixou ainda de apontar críticas directas aos dois maiores partidos da oposição. Sobre o líder do Chega, diz que "o que fica para a história é uma cambalhota de André Ventura e o punho levantado a saudar um secretário-geral comunista da CGTP", em referência ao chumbo do pacote laboral no Parlamento. Já sobre o secretário-geral do PS, Nuno Melo lembra que José Luís Carneiro "fazia parte" de um Governo que "caiu com uma maioria absoluta" e que "substituía governantes a uma média superior a um por mês".
Apesar da ausência, Luís Montenegro quis estar presente nas Jornadas Parlamentares do PSD e CDS, tendo deixado uma mensagem escrita, que foi lida aos deputados das duas bancadas. Apontou que os parlamentares da AD "têm demonstrado serenidade e sentido de Estado" na Assembleia da República, em tempos de "decisões imponderadas, imaturas e irresponsáveis", visando assim as oposições.
Com o mote "Governar com Resultados", as Jornadas Parlamentares da AD abriram de manhã com uma visita às obras de construção da nova Estação da Estrela, do Metropolitano de Lisboa. Para o final da tarde, antes da hora do Espanha-Portugal, no Campeonato do Mundo, está marcado um painel cujo orador é José Manuel Durão Barroso, antigo primeiro-ministro e antigo presidente da Comissão Europeia, além de outros painéis sobre Saúde, Educação ou Economia. Já esta terça-feira, o encerramento fica a cargo do presidente da bancada parlamentar do PSD, Hugo Soares, e do homólogo do CDS, Paulo Núncio.
Os recados foram deixados por Nuno Melo (já depois de uma curta intervenção do presidente da Câmara Municipal de Cascais), na ausência do líder do PSD e primeiro-ministro. Luís Montenegro até chegou a estar confirmado no programa divulgado à comunicação social, mas acabou por cancelar a presença na véspera, justificando com uma viagem para os Estados Unidos, para assistir na noite desta segunda-feira, no estádio, ao "clássico ibérico".
Sem o líder da AD presente, coube ao presidente do CDS deixar todos os avisos à navegação, porque, diz, "já se antecipa por aí mais uma crise política". Sem concretizar cenários concretos, Nuno Melo "espera" que o país não regresse às urnas de forma antecipada, mas não deixa de alertar as oposições, leia-se, o Chega e o Partido Socialista. "Só alguém muito irresponsável pode desejar mais uma crise política", nota.
"Sabemos que os socialismos e os populismos podem olhar outra vez para que venha aí outra crise política, mas podem estar certos: se as oposições não quiserem respeitar a vontade dos eleitores e não nos deixarem governar, pode bem ser que tenham uma outra grande desilusão", vaticina Nuno Melo. "Os portugueses sabem que governamos com resultados, que são o nosso cartão de visita".
Na abertura das Jornadas Parlamentares, que decorrem na Cidadela de Cascais, esta segunda-feira e terça-feira, o também ministro da Defesa Nacional defendeu que o Governo, que "não tem maioria absoluta", "não governa com arrogância", procurando "entendimentos" e diálogo com os restantes partidos na Assembleia da República. E aponta que a AD se mantém assumidamente como a "opção moderada, serena e institucional" e que "isso faz falta à política dos dias de hoje".
Nuno Melo não deixou ainda de apontar críticas directas aos dois maiores partidos da oposição. Sobre o líder do Chega, diz que "o que fica para a história é uma cambalhota de André Ventura e o punho levantado a saudar um secretário-geral comunista da CGTP", em referência ao chumbo do pacote laboral no Parlamento. Já sobre o secretário-geral do PS, Nuno Melo lembra que José Luís Carneiro "fazia parte" de um Governo que "caiu com uma maioria absoluta" e que "substituía governantes a uma média superior a um por mês".
Apesar da ausência, Luís Montenegro quis estar presente nas Jornadas Parlamentares do PSD e CDS, tendo deixado uma mensagem escrita, que foi lida aos deputados das duas bancadas. Apontou que os parlamentares da AD "têm demonstrado serenidade e sentido de Estado" na Assembleia da República, em tempos de "decisões imponderadas, imaturas e irresponsáveis", visando assim as oposições.
Com o mote "Governar com Resultados", as Jornadas Parlamentares da AD abriram de manhã com uma visita às obras de construção da nova Estação da Estrela, do Metropolitano de Lisboa. Para o final da tarde, antes da hora do Espanha-Portugal, no Campeonato do Mundo, está marcado um painel cujo orador é José Manuel Durão Barroso, antigo primeiro-ministro e antigo presidente da Comissão Europeia, além de outros painéis sobre Saúde, Educação ou Economia. Já esta terça-feira, o encerramento fica a cargo do presidente da bancada parlamentar do PSD, Hugo Soares, e do homólogo do CDS, Paulo Núncio.