Nuno Melo diz que "já se antecipa outra crise política" e vaticina que PS e Chega vão ter desilusão
O presidente do CDS-PP avisou hoje que "já se antecipa outra crise política", mas vaticinou que se os "socialismos e extremismos" se coligarem para deitar o Governo abaixo poderão ter uma nova desilusão nas urnas.
Nuno Melo fez hoje a abertura das jornadas parlamentares do PSD/CDS-PP, em Cascais (distrito de Lisboa), que não contam com a presença do líder do PSD e primeiro-ministro, Luís Montenegro, ausente do país para assistir hoje ao jogo da seleção nacional de futebol nos Estados Unidos contra a Espanha.
"O facto é que já se antecipa por aí outra crise política", afirmou o também ministro da Defesa, sem nunca concretizar que cenário concreto pode fazer antever esta crise política.
Numa intervenção em que criticou quer o líder do Chega, André Ventura, quer o secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, o também ministro da Defesa assegurou que o Governo PSD/CDS-PP "deseja e procura ativamente a estabilidade".
"Nós sabemos que não governamos com maioria absoluta e realmente eu acho que não governamos com arrogância. Nós falamos, procuramos entendimentos e não somos arrogantes, ninguém nos pode acusar do contrário, mas também sabemos que os socialismos e os populismos se podem aliar outra vez para que venha aí outra crise política", disse.
Se as eleições legislativas, apenas previstas para 2029, voltarem a ser antecipadas, Nuno Melo deixou a sua previsão.
"Se as oposições não quiserem respeitar a vontade dos eleitores outra vez, se não nos quiserem deixar governar, pode bem ser que tenham uma outra grande desilusão", disse, referindo-se ao reforço da AD em 2025, face às legislativas de 2024.
O presidente do CDS-PP disse acreditar que os portugueses "sabem quem cumpriu e quem traiu o mandato que lhes foi confiado" e defendeu que "os resultados são o cartão de visita" da AD, lembrando que esta coligação PSD/CDS-PP "nunca perdeu eleições legislativas".