Política
"O PSD não tem hoje um problema de liderança"
Aumentam as criticas à liderança de Pedro Passos Coelho no PSD e são públicas até as movimentações para a sucessão.
No Jornal 2 o líder parlamentar dos sociais democratas garante que "o PSD não tem hoje um problema de liderança".
Luís Montenegro é perentório quando diz que Pedro Passos Coelho deve manter-se à frente do partido até ao próximo congresso que não vê necessidade de vir a ser antecipado, qualquer que seja o resultado das eleições autárquicas de 2017.
"Não vejo necessidade de se antecipar qualquer congresso. As eleições são em outubro, o congresso está marcado para o inicio do ano seguinte".
O líder parlamentar social democrata desafia quem tem ideias diferentes para o futuro do maior partido português a "chegar-se à frente nesses momentos eleitorais que é para isso que eles servem e não andar a desestabilizar o funcionamento normal de um partido quando ele está na oposição".
Paulo Rangel está atento. Ele que perdeu a eleição para Passos Coelho em 2010 pode voltar a ser candidato. De novo os resultados nas eleições do próximo ano parecem ser determinantes.
Guilherme Silva, um destacado militante social democrata foi claro em declarações recentes ao jornal i: "Se for necessário mudar de líder lá terá de acontecer".
"O PSD é um partido muito grande, aberto e plural. Tem um líder eleito que não é um líder qualquer. E um líder que ganhou duas eleições seguidas", afirmou, esta segunda-feira, no Jornal 2 Luís Montenegro.
Luís Montenegro fala em "excessiva mediatização" em torno da sucessão, criando artificialmente um clima de crise interna "que não é condizente com o que sinto no interior do partido.Passos Coelho é a escolha dos militantes para ser o seu líder nesta fase. Não há dúvida nenhuma acerca disso", afirma de forma perentória.
Nesta entrevista ao Jornal 2 Luís Montenegro deixa elogios a António Guterres no dia em que este prestou juramento como nono secretário Geral das Nações Unidas.