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Octávio Teixeira apelida Orçamento do Estado de "brutal, estúpido e mentiroso"

Octávio Teixeira apelida Orçamento do Estado de "brutal, estúpido e mentiroso"

No Conselho Superior da Antena1 desta manhã, Octávio Teixeira considera que o Orçamento do Estado para 2014 é “brutal, estúpido e mentiroso” e sublinha que “é mentira o que disse ontem o primeiro-ministro de que a penalização do setor público é igual à de 2012”. “Não é. É igual à soma dos cortes de 2012 e do aumento de impostos de 2013”, frisa.

Sandra Henriques /

Foto: Antena1

“Recordando Zeca Afonso, com este Orçamento o Governo parece um bando de vampiros que comem tudo e não deixam nada e que estão a transformar o país num bairro negro onde não há pão nem há sossego. Este é um caminho de loucura, os fanáticos que o propõem têm que ser travados e só a luta o pode fazer e evitar que o Orçamento vá para a frente”, defende.

Octávio Teixeira explica que apelida o Orçamento do Estado para 2014 de brutal por sacrificar de novo os funcionários públicos e trabalhadores das empresas públicas. O economista alerta ainda que a benesse que vai ser dada às empresas com a baixa do IRC é idêntica à que vai ser cortada nas pensões de sobrevivência, “as parcerias público-privadas levam mais 800 milhões e aí nada se corta”, para além de que os cortes nas pensões, saúde e educação são consideradas medidas permanentes enquanto as rendas do setor energético e da banca são consideradas transitórias.

“O Orçamento é estúpido, porque vai fazer com que a economia se afunde mais e o desemprego continue a aumentar e não resolve o problema do défice da dívida”, acrescenta. Octávio Teixeira pede cortes nos 8 mil milhões de juros e a “necessária e inevitável renegociação da dívida”.

Ouvido pelo jornalista Luís Soares, o antigo líder parlamentar do PCP refere que o Orçamento do Estado para 2014 é ainda “mentiroso, porque ninguém acredita que com o pesado corte em salários e pensões e com o aumento do desemprego o consumo privado vá aumentar”. “Aliás, é mentiroso quando diz que vai reduzir o défice para 4 por cento. Basta olhar para o que sucede este ano”, destaca.

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