Os argumentos de Costa e Seguro para as primárias

Os argumentos de Costa e Seguro para as primárias

Depois de uma longa campanha que opôs o atual líder socialista ao autarca de Lisboa, a Antena 1 reuniu os argumentos que vincam as duas candidaturas. O PS vai a votos já no próximo domingo.

Susana Barros /

Foto: Nuno Veiga/Lusa

Mesmo antes de se apresentar formalmente disponível para assumir a liderança do partido, já era esperado que António Costa estaria disposto a dar esse passo e a discutir o lugar de candidato a primeiro-ministro dos socialistas. A campanha teve início praticamente após eleições Europeias, em maio, quando António Costa decidiu avançar por considerar que a margem de vitória de partido oferecia poucas garantias para o futuro.

Perante o avanço de Costa, António José Seguro reagiu desde o princípio com palavras duras, que de resto marcaram o tom da campanha. Acusou o candidato de "deslealdade e traição". O autarca negava estas afirmações e dizia que a sua candidatura servia como "suplemento de confiança" de que o partido necessitava.

Poucas foram as diferenças efetivas nas propostas apresentadas. Ambos têm como bandeira de candidatura o combate ao desemprego e às medidas de austeridade. As alterações à Lei Eleitoral sugeridas por António José Seguro nas últimas semanas mereceu duras críticas por parte do adversário. Por sua vez, Costa foi criticado pela falta de ideias concretas no combate ao défice orçamental e dívida pública.

No entanto, foi a subida de tom das acusações entre os candidatos, principalmente nos debates televisivos, que acabou por marcar mais vincadamente toda a campanha. A troca de acusações e a fragmentação do partido assusta agora os militantes, que temem as consequências para o partido, depois da realização das eleições.

(com Andreia Martins)
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