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PSD reunido em Congresso um dia depois do chumbo do pacote laboral

Pacote laboral. PCP convoca marcha para assinalar "vitória dos trabalhadores"

Pacote laboral. PCP convoca marcha para assinalar "vitória dos trabalhadores"

O Partido Comunista Português (PCP) convocou uma marcha, na segunda-feira, em Lisboa, para assinalar a "vitória dos trabalhadores" com o chumbo da reforma laboral proposta pelo Governo.

Lusa /
Foto: Manuel de Almeida - Lusa

"Luta, caminho da vitória -- salários, pensões, serviços públicos -- novo rumo para Portugal" é o mote da marcha, que terá início na Praça da Figueira e seguirá em direção à Rua Augusta, convocada para as 18:30.

A proposta do Governo para rever a legislação laboral foi chumbada na Assembleia da República, no debate na generalidade realizado na quinta-feira, com os votos contra de Chega, PS, Livre, PCP, BE, PAN e JPP.

O texto contou apenas com os votos a favor dos partidos que suportam o Governo (PSD-CDS-PP) e da IL.

"A vitória da luta dos trabalhadores, com a derrota do pacote laboral, assume um significado político de enorme alcance", assinalou o PCP, em nota de imprensa.

Considerando que o atual Governo tem uma "agenda retrógrada e antidemocrática", os comunistas destacaram a "força imensa" da luta organizada, "que se revelou decisiva para primeiro levar à rejeição do pacote laboral e depois para o definitivamente derrotar".

O PCP apelou para o "combate aos retrocessos", reivindicando o aumento de salários e pensões e a defesa dos serviços públicos, nomeadamente do Serviço Nacional de Saúde.

"Essa é a exigência, esse é o caminho", defendeu, dando conta de que o secretário-geral do partido, Paulo Raimundo, estará presente na marcha.

O resultado da votação do pacote laboral do Governo esteve em aberto até ao último momento, com negociações entre PSD e Chega. A bancada liderada por Pedro Pinto chegou mesmo a pedir a suspensão dos trabalhos durante meia hora antes do início da votações.

O líder do Chega, André Ventura, tinha anunciado que ia votar contra a proposta do Governo na generalidade, caso esta se mantivesse como estava, mas foi apresentando algumas exigências. Antes da votação, reuniu-se duas vezes com o primeiro-ministro e líder do PSD, Luís Montenegro, em São Bento.

André Ventura deu particular ênfase à descida da idade da reforma, chegando mesmo a exigir um compromisso escrito por parte do Governo, bem como à reposição dos dias de férias, à proteção dos direitos das mães que amamentam, à licença para os avós poderem cuidar dos netos ou à valorização dos trabalhadores por turnos.

O Governo manifestou disponibilidade para enriquecer a proposta, mas assinalou que "essa aproximação" só seria possível se a iniciativa fosse viabilizada na generalidade pelo Chega, tendo o primeiro-ministro sinalizando a sua oposição à descida da idade da reforma.

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