Passos Coelho destaca que Prestação Social Única era uma medida do Governo PS

Passos Coelho destaca que Prestação Social Única era uma medida do Governo PS

O antigo primeiro-ministro Pedro Passos Coelho afirmou hoje que a Prestação Social Única, aprovada pelo Governo PSD/CDS-PP, lhe parece uma boa medida, mas indicou que partiu de uma proposta do anterior executivo socialista.

Lusa /
Foto: Estela Silva - Lusa

"Tanto quanto sei, porque eu não tenho de estar informado sobre tudo, esta era uma medida que constava do caderno de encargos do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) apresentado pelo governo anterior", disse o ex-presidente do PSD à saída das comemorações dos 850 anos do mutualismo em Portugal.

O social-democrata assinalou que não é por ter sido o ex-primeiro-ministro socialista António Costa a comprometer-se com esta medida que a mesma é má.

"Parece-me bem [medida]. Tanto quanto compreendo, isto tem de ver com uma harmonização da condição de recursos que se aplica às diversas prestações sociais", vincou.

Questionado sobre o porquê de ter feito questão de frisar que esta era uma medida socialista, Passos Coelho ressalvou apenas que "é o que é".

"Creio que o Governo assume isso, é um compromisso do Estado português, o Estado ficou junto da União Europeia de fazer esta harmonização e, portanto, cabe ao Governo fazê-la, é apenas isso", sublinhou.

O Governo aprovou hoje uma "reforma das prestações sociais não contributivas", criando uma Prestação Social Única que irá agregar 13 apoios, anunciou hoje o primeiro-ministro.

"Não vai prejudicar ninguém face à situação atual, não há aqui nenhum corte de nenhuma garantia do Estado. A única área em que poderá haver alguma perda é para aqueles que estão a prevaricar", afirmou Luís Montenegro.

Passos Coelho considerou que o ritmo das reformas deve ser "mais intenso" porque as pessoas estão apreensivas com várias coisas, nomeadamente na área da saúde e da habitação.

Questionado ainda sobre se vai votar nas eleições diretas do PSD, agendadas para sábado e que têm como candidato único Luís Montenegro, o antigo primeiro-ministro respond que não.


"É a primeira vez que não vou poder fazê-lo e para não haver outras leituras posso dizer que deixei passar o prazo para me inscrever no voto em mobilidade e, quando me apercebi, o prazo já tinha passado. Na verdade amanhã (sábado) preciso de estar em Vila Real numa cerimónia que é de homenagem ao meu pai que, se fosse vivo, faria 100 anos este fim de semana", justificou Passos Coelho.

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