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Passos Coelho diz que o PSD nunca falou na extinção do SNS

Passos Coelho diz que o PSD nunca falou na extinção do SNS

Passos Coelho afirma que o PSD nunca falou na extinção do Serviço Nacional de Saúde (SNS). O líder social-democrata criticou o grupo de socialistas que está a organizar um abaixo-assinado contra a privatização da RTP, e recordou que convidou os restantes partidos para debaterem o estado social mas que nenhum quis abordar o assunto.

RTP /
Extinção do Serviço Nacional de Saúde, privatização da RTP e o estado social foram os temas abordados por Pedro Passos Coelho Miguel A. Lopes, Lusa

"Se um partido avança com soluções, isto torna-se na oposição a estar a querer governar. E então desencadeia-se uma reacção, que às vezes é paradoxal, como a que se tem desenvolvido sobre o Serviço Nacional de Saúde ou sobre a privatização da RTP", afirmou Pedro Passos Coelho, ontem no Porto, durante uma sessão pública da Comissão de Revisão do Programa do PSD.

"Eu não sei se o actual Governo tenciona extinguir o Serviço Nacional de Saúde, mas nós não fizemos menção de o fazer", frisou.

Para o líder social-democrata, "chega a ser grotesco ver que há um grupo de socialistas que está a fazer um abaixo-assinado e um movimento para lutar contra a privatização da RTP".

"Porque sabem que o PSD está na iminência de decretar a sua privatização", ironizou.

Estado social

No seu discurso, Pedro Passos Coelho acusou os restantes partidos de recusarem debater o estado social que "tem vindo a perder qualidade" e "pode estar em causa nos anos mais próximos".

"Devíamos sentar mesmo seriamente e começar a fazer a discussão de como garantir que os fundamentos do estado social possam permanecer, e como ultrapassar as suas ineficiências", defendeu.

No entanto, segundo Passos Coelho, "quando convidámos os restantes partidos a fazer este debate, a primeira, a segunda e a terceira reacção é dizerem que não querem fazer nada".

"O estado social está bem assim e quem quiser suscitar esta situação é porque está contra o estado social", escarneceu.

Para Pedro Passos Coelho, o país "tem hoje um mau estado social, que pelo mau serviço que presta, consome 72 a 43 por cento da despesa pública. Se a isto acrescentar-mos os salários da administração pública estamos a quase 83 a 84 por cento".

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