Passos Coelho lança "Mudar" com roteiro para transformar o país
O único candidato assumido à presidência do PSD sucedendo a Manuela Ferreira Leite lança "Mudar" um livro em que diagnostica o estado do país e do PSD e traça uma estratégia para Portugal. O historiador Rui Ramos apresenta a obra.
Marcada para as 18h00, no Salão Almada Negreiros da Gare Marítima, é "uma peça importante" na caminhada de Passos Coelho para a liderança do PSD.
O livro será divulgado em mais de 50 postos de venda pelo país inteiro coincidindo com acções de campanha a nível partidário e será divulgado na próxima semana, em conferência de imprensa.
"É natural que as pessoas que estão preocupadas com o seu futuro, preocupadas em saber como é que se vai resolver a situação em que mergulhámos, queiram apreciar a forma como aqueles que desejam assumir responsabilidades se prepararam para apontar caminhos novos e trazer soluções diferentes para os nossos problemas de hoje. E foi isso que eu procurei traduzir neste livro que escrevi", afirma Passos Coelho.
O livro pretende ser "uma visão sobre o país, sobre como vencer a crise e mudar de vida" e "conta a história pessoal e política de Passos Coelho, revelando aspectos marcantes do seu percurso, indissociavelmente ligado à história do PSD e do país".
Uma vida marcada por África e pelo PSD
O antigo líder da Juventude Social-Democrata relata ainda episódios da sua formação, nomeadamente sobre o tempo que passou em África, onde o pai exercia Medicina, e sobre o regresso a Portugal após o 25 de Abril".
Pedro Passos Coelho nasceu em Coimbra, mas foi em Angola que cresceu regressando a Portugal após o 25 de Abril de 1974 e instalando-se com a família em Vila Real.
Líder nacional da JSD entre 1990 e 1995 foi deputado à Assembleia da República entre 1991-99.
Em 2008, após um afastamento de alguns anos, regressou à vida política activa, e concorreu à liderança nacional do PSD mas falhou os seus objectivos.
Após o desaire do PSD nas legislativas de 27 de Setembro de 2009 assumiu-se como candidato à sucessão de Manuela Ferreira Leite nas próximas eleições, sendo até ao momento o único social-democrata a fazê-lo oficialmente.