Passos no Congresso? "Era só o que faltava que um ex-líder do PSD não fosse bem-vindo", diz Hugo Soares

Passos no Congresso? "Era só o que faltava que um ex-líder do PSD não fosse bem-vindo", diz Hugo Soares

Sem contestação à actual liderança, o PSD reúne-se este sábado e domingo em Sangalhos, Anadia, para fazer um balanço dos últimos dois anos e definir o rumo para o que está por vir. Com Luís Montenegro como candidato único à presidência social-democrata, o Congresso Nacional do PSD acontece debaixo de uma onda de críticas de um antigo líder do partido, e antigo primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, que não deverá comparecer.

Inês Ameixa - RTP Antena 1 /
Lusa

Será uma das ausências mais notadas, sobretudo porque as últimas reuniões magnas têm sido marcadas por presenças de antigos líderes do PSD, como Aníbal Cavaco Silva, Manuela Ferreira Leite ou Luís Marques Mendes. 

Em entrevista à RTP Antena 1, o secretário-geral do PSD, Hugo Soares, diz que todos são bem-vindos. Incluindo Passos Coelho. "Era só o que faltava que qualquer ex-líder do PSD, designadamente aqueles que exerceram funções de primeiro-ministro, não fossem bem-vindos ao Congresso", explica. 

"Por maioria de razão, aqueles que tiveram a responsabilidade de liderar os destinos do PSD serão sempre muito bem-vindos a qualquer Congresso Nacional do partido", insiste, desvalorizando as críticas à governação da AD, que têm sido feitas por Passos Coelho, que já pediu "mais ritmo" e "mais reformas" a bem do país.

O dirigente social-democrata antecipa que este vai ser um Congresso "virado para o país". Questionado sobre se poderá resumir-se a um desfile de elogios ao líder, Hugo Soares deixa a crítica. "Espero que o Congresso não seja nem de elogios ao líder, mas também não vejo razões para críticas. O que os jornalistas e comentadores esperam é que haja críticas às lideranças, elogios, quem fala, quem não fala. Mas os portugueses não querem isso, querem saber o que vai sair de lá de mensagem política para as suas vidas em concreto", analisa.

Para Hugo Soares, deste fim-de-semana sairá um PSD "mobilizado e com energia suficiente para continuar a ajudar a explicar e apoiar as políticas do Governo". Porque "o PSD quando está no Governo tem uma obrigação, os seus militantes têm uma obrigação que não é defender o Governo, mas sim poder ajudar a explicar aquilo que estamos a fazer no Governo", diz.

O Congresso Nacional do PSD, que vai consagrar Luís Montenegro como presidente do PSD para mais um mandato de dois anos, depois de ter sido reeleito nas eleições internas com 95% dos votos dos militantes, arranca às 10h da manhã deste sábado, no Velódromo Nacional de Sangalhos, em Anadia, distrito de Aveiro.

Agendada para as 10h10 está a apresentação da proposta de estratégia global de Luís Montenegro, na qual o líder do PSD e primeiro-ministro defende que, no que toca a entendimentos de governação, o "não é não" ao Chega é "para manter" e que não há acordos de bloco central com o Partido Socialista.
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