Paulo Rangel não é candidato e não alimenta intrigas
Paulo Rangel e José Pedro Aguiar-Branco não se comprometem com a corrida à liderança do PSD, mas também não colocam de lado a possibilidade. O euro deputado e o líder parlamentar dizem não querer alimentar "intrigas" ou introduzir "ruído" e aguardam pelo Conselho Nacional no próximo dia 12 de Fevereiro.
"Já tive oportunidade de esclarecer claramente que se trata de uma intriga baseada em factos falsos e não sei de quem, já que se trata de uma constatação objectiva. Não estou melindrado nem aborrecido com ninguém. Trata-se apenas de uma intriga que envolve o doutor Marcelo e o Presidente da Comissão Europeia e uma intriga que não vou alimentar. Portanto, sobre isso, não vou dizer rigorosamente nada", disse Paulo Rangel.
Já sobre a realização de um Congresso, Paulo Rangel diz que o Partido é plural e, por isso, aceita várias opiniões, mas gosta de ver realizado um Congresso antes das directas.
"O PSD é um partido plural e, naturalmente, há opiniões para todos os gostos. Na minha opinião e já que há 2500 militante a querer um Congresso, uma prorrogativa estatutária que devemos respeitar e era também uma boa oportunidade, se o PSD a souber utilizar bem, para falar ao país ainda antes de fazer a escolha das lideranças", referiu o euro deputado.
Já José Pedro Aguiar-Branco refere que, no seu entender, ainda é cedo para falar de lideranças e, mesmo tendo recebido muitos apelos para se candidatar, a prioridade agora é discutir o Orçamento do Estado.
"Até essa matéria ficar devidamente esclarecida com a respectiva votação na generalidade do Orçamento do estado eu vou manter-me fiel a não introduzir ruído na discussão de outras matérias como sejam as questões internas do partido", esclareceu Aguiar Branco.