Política
Pires de Lima defende que moção podia ser subscrita pelo ministro da Economia
No Conselho Superior da Antena1 desta manhã, António Pires de Lima afirma que o ministro da Economia poderia subscrever a moção de estratégia ao Congresso do CDS-PP que preconiza a aposta no consumo privado, o fim gradual dos cortes nos salários e pensões, e desafia o primeiro-ministro a dar garantias de que não haverá novos cortes no rendimento.
Foto: Antena1
Questionado pelo jornalista Luís Soares se o documento também poderia ser subscrito pelo ministro das Finanças, o presidente do Conselho Nacional do CDS-PP admite dúvidas: “Não sei. O ministro das Finanças tem uma orientação e priorização que pode ser eventualmente diferente”.
“Do meu ponto de vista, tem feito – e isso é reconhecido na moção – um excelente trabalho no sentido de Portugal reganhar a sua credibilidade externa, que é traduzido até na brutal descida de taxas de juro – que estiveram em 19 por cento no princípio do ano passado e que neste momento andam na casa dos 5,5 a 6 por cento –, mas é notório que talvez não tenha a sensibilidade económica e empresarial que têm as pessoas que estão mais ligadas à economia real”, acrescenta.
Para além de Pires de Lima, a moção de estratégia “Dar prioridade à economia” é assinada por nomes como João Almeida e Adolfo Mesquita Nunes. O documento defende ainda que deve avançar-se proximamente para um salário mínimo de 500 euros.