Pires de Lima defende que moção podia ser subscrita pelo ministro da Economia

Pires de Lima defende que moção podia ser subscrita pelo ministro da Economia

No Conselho Superior da Antena1 desta manhã, António Pires de Lima afirma que o ministro da Economia poderia subscrever a moção de estratégia ao Congresso do CDS-PP que preconiza a aposta no consumo privado, o fim gradual dos cortes nos salários e pensões, e desafia o primeiro-ministro a dar garantias de que não haverá novos cortes no rendimento.

Sandra Henriques /

Foto: Antena1

“Podia ser subscrita, se não totalmente pelo menos a 90 por cento, pelo atual ministro da Economia e por muitas pessoas importantes e com responsabilidades no PSD, como é o caso do vice-presidente Jorge Moreira da Silva ou do deputado Miguel Frasquilho, que tem defendido posições muito semelhantes àquelas que são defendidas nesta moção”, refere Pires de Lima.

Questionado pelo jornalista Luís Soares se o documento também poderia ser subscrito pelo ministro das Finanças, o presidente do Conselho Nacional do CDS-PP admite dúvidas: “Não sei. O ministro das Finanças tem uma orientação e priorização que pode ser eventualmente diferente”.

“Do meu ponto de vista, tem feito – e isso é reconhecido na moção – um excelente trabalho no sentido de Portugal reganhar a sua credibilidade externa, que é traduzido até na brutal descida de taxas de juro – que estiveram em 19 por cento no princípio do ano passado e que neste momento andam na casa dos 5,5 a 6 por cento –, mas é notório que talvez não tenha a sensibilidade económica e empresarial que têm as pessoas que estão mais ligadas à economia real”, acrescenta.

Para além de Pires de Lima, a moção de estratégia “Dar prioridade à economia” é assinada por nomes como João Almeida e Adolfo Mesquita Nunes. O documento defende ainda que deve avançar-se proximamente para um salário mínimo de 500 euros.

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