Política
PS acusa Governo de querer "negociar silêncio" sobre caso do primeiro-ministro
O PS acusa o Governo da AD de querer "negociar o silêncio" dos socialistas sobre o caso da empresa da família de Luís Montenegro, mas insiste que o primeiro-ministro tem mesmo de prestar mais esclarecimentos ao país.
É desta forma que a ex-ministra Marina Gonçalves reage às declarações do ministro da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, que, em declarações à Rádio Observador, admitiu que o Governo pode retirar a moção de confiança se o PS se mostrar satisfeito com os esclarecimentos de Luís Montenegro e se os socialistas retirarem a proposta de uma Comissão Parlamentar de Inquérito anunciada esta semana por Pedro Nuno Santos.
"Mais do que uma chantagem de um membro do Governo que devia estar verdadeiramente concentrado em governar, é uma prova factual de que o Governo prefere ir a eleições do que esclarecer, porque aquilo que o ministro Castro Almeida nos diz é 'vamos aqui negociar o vosso silêncio, vocês não perguntam mais nada sobre este caso e fica por aqui' e nós retiramos a moção de confiança e andamos para a frente como se nada fosse", diz, em declarações à Antena 1.
Para a deputada e vice-presidente do grupo parlamentar do PS, as declarações de Manuel Castro Almeida são "graves" e um "ultimato" na sequência de um assunto que, defende, é da responsabilidade do Governo: "O que nos está a dizer com esta declaração é que, no fundo, prefere pedir ao PS que ignore o que está a acontecer".
"É de uma gravidade extrema e, na verdade, só alimenta as perceções que tanto contam para o Governo e para o primeiro-ministro, porque. se não querem esclarecer é porque há alguma coisa que não querem esclarecer. É o que fica em cima da mesa", insiste a deputada socialista, que, à boleia das notícias das últimas semanas - que dão conta da proximidade da empresa familiar de Luís Montenegro com grupos económicos -, afirma: "Quase que parece que o Governo é um casino e que aquilo que é crise política é assumida como um jogo de póquer, onde eu estou a esconder a minha mão para ver se ganho o jogo no final, só que a vida não é um jogo e os portugueses merecem mais de nós.".
À Antena 1, a ex-ministra da Habitação do Governo de António Costa reitera que o primeiro-ministro levou a situação a um "ponto limite", lamentando a socialista que Luís Montenegro se tenha "furtado" a esclarecimentos e obrigado o PS a avançar com um inquérito parlamentar: "Para que de forma factual, documental e com testemunhos possamos ouvir, esclarecer e centrar a ação governativa, a ação política e a ação do parlamento naquilo que verdadeiramente nos devia interessar - que é a vida dos portugueses".
"É de uma gravidade extrema e, na verdade, só alimenta as perceções que tanto contam para o Governo e para o primeiro-ministro, porque. se não querem esclarecer é porque há alguma coisa que não querem esclarecer. É o que fica em cima da mesa", insiste a deputada socialista, que, à boleia das notícias das últimas semanas - que dão conta da proximidade da empresa familiar de Luís Montenegro com grupos económicos -, afirma: "Quase que parece que o Governo é um casino e que aquilo que é crise política é assumida como um jogo de póquer, onde eu estou a esconder a minha mão para ver se ganho o jogo no final, só que a vida não é um jogo e os portugueses merecem mais de nós.".
À Antena 1, a ex-ministra da Habitação do Governo de António Costa reitera que o primeiro-ministro levou a situação a um "ponto limite", lamentando a socialista que Luís Montenegro se tenha "furtado" a esclarecimentos e obrigado o PS a avançar com um inquérito parlamentar: "Para que de forma factual, documental e com testemunhos possamos ouvir, esclarecer e centrar a ação governativa, a ação política e a ação do parlamento naquilo que verdadeiramente nos devia interessar - que é a vida dos portugueses".