Política
PS desvaloriza anúncios de Ventura sobre juízes do TC e mantém diálogo: "A nossa interlocução é com o PSD"
Eurico Brilhante Dias diz que os comentários feitos pelo líder do Chega "contam", mas que os socialistas entendem que não são as palavras de André Ventura que determinam o sucesso de uma negociação com o PSD.
Num momento em que o Chega dá o assunto por terminado e em que André Ventura anuncia que existe um entendimento com o PSD sobre a indicação de juízes para o Tribunal Constitucional (TC), o líder parlamentar do PS desvaloriza as mais recentes declarações de André Ventura sobre o assunto e defende que, no caso, as negociações são apenas entre os líderes das bancadas parlamentares do PS e do PSD.
"A nossa interlocução nesse quadro, e negocial, é com o PSD, e, no meu caso - enquanto líder parlamentar do PS -, a minha interlocução é com o líder parlamentar do PSD [Hugo Soares], não é com mais ninguém", disse, em resposta aos jornalistas, Eurico Brilhante Dias, durante uma visita de deputados do PS à região de Leiria.
A reação surge depois de o líder do Chega ter adiantado que o partido tem uma garantia "política e negocial" de que haverá dois nomes indicados pelo PSD e um pelo Chega na eleição que o parlamento fará dos juízes em falta para a composição integral do Tribunal Constitucional.
"É público que o PS, no conjunto dos seis adiamentos das eleições dos órgãos externos, fez um adiamento: o último. Porque não havia acordo, portanto, até ao momento da entrega de listas, eu devo ser parcimonioso e não fazer mais comentários", acrescentou Eurico Brilhante Dias, pouco depois de André Ventura ter dado conta de que PSD e Chega se preparam para, de forma definitiva, na conferência de líderes parlamentares agendada para quarta-feira, propor uma data para a entrega e para a votação dos nomes dos juízes para o TC.
No mesmo sentido, Eurico Brilhante Dias diz que os comentários feitos pelo líder do Chega "contam", mas que os socialistas entendem que não são as palavras de André Ventura que determinam o sucesso de uma negociação com o PSD.
"Os comentários que são feitos por outros agentes políticos, neste momento, eu não diria que não contam. Mas, o meu interlocutor é o líder parlamentar do PSD", insiste o líder da bancada parlamentar do PS, que espera fechar o processo de "forma sustentada na defesa da Constituição e do equilíbrio do necessário".
Em causa está o atual impasse na eleição dos órgãos externos à Assembleia da República - como são disso exemplo a indicação de três juízes para o TC, o novo Provedor de Justiça ou o Conselho de Estado -, sendo que PS e PSD têm assegurado que há diálogo, mas com várias trocas de argumentos no espaço público entre dirigentes dos dois partidos, incluindo de governantes.
"A nossa interlocução nesse quadro, e negocial, é com o PSD, e, no meu caso - enquanto líder parlamentar do PS -, a minha interlocução é com o líder parlamentar do PSD [Hugo Soares], não é com mais ninguém", disse, em resposta aos jornalistas, Eurico Brilhante Dias, durante uma visita de deputados do PS à região de Leiria.
A reação surge depois de o líder do Chega ter adiantado que o partido tem uma garantia "política e negocial" de que haverá dois nomes indicados pelo PSD e um pelo Chega na eleição que o parlamento fará dos juízes em falta para a composição integral do Tribunal Constitucional.
"É público que o PS, no conjunto dos seis adiamentos das eleições dos órgãos externos, fez um adiamento: o último. Porque não havia acordo, portanto, até ao momento da entrega de listas, eu devo ser parcimonioso e não fazer mais comentários", acrescentou Eurico Brilhante Dias, pouco depois de André Ventura ter dado conta de que PSD e Chega se preparam para, de forma definitiva, na conferência de líderes parlamentares agendada para quarta-feira, propor uma data para a entrega e para a votação dos nomes dos juízes para o TC.
No mesmo sentido, Eurico Brilhante Dias diz que os comentários feitos pelo líder do Chega "contam", mas que os socialistas entendem que não são as palavras de André Ventura que determinam o sucesso de uma negociação com o PSD.
"Os comentários que são feitos por outros agentes políticos, neste momento, eu não diria que não contam. Mas, o meu interlocutor é o líder parlamentar do PSD", insiste o líder da bancada parlamentar do PS, que espera fechar o processo de "forma sustentada na defesa da Constituição e do equilíbrio do necessário".
Em causa está o atual impasse na eleição dos órgãos externos à Assembleia da República - como são disso exemplo a indicação de três juízes para o TC, o novo Provedor de Justiça ou o Conselho de Estado -, sendo que PS e PSD têm assegurado que há diálogo, mas com várias trocas de argumentos no espaço público entre dirigentes dos dois partidos, incluindo de governantes.
Um dos exemplos mais recentes é do ministro dos Assuntos Parlamentares, Carlos Abreu Amorim, que acusou o PS de "queimar pontes" e de querer "manter a sua omnipresença nos órgãos do Estado".