Política
Entre Políticos
PSD diz que buscas devem ir "até ao fim". Chega pede "consequências"
Nas reações à operação da PJ e às buscas realizadas em empresas, na sede do PS e em várias juntas de freguesia de Lisboa, António Rodrigues, deputado e vice-presidente do grupo parlamentar do PSD, defendeu, esta quinta-feira, que a investigação deve ir "até ao limite e até ao fim", sublinhando que as "instituições funcionam" e que é essencial que as autoridades possam realizar o trabalho de investigação.
No programa Entre Políticos, na RTP Antena 1, o social-democrata considerou ainda que “não fica bem sacudir água do capote”, numa referência a eventuais comparações com outros casos que envolveram partidos políticos, como é disso exemplo o caso Tutti Frutti, que investigou alegados favorecimentos entre militantes do PS e PSD.
“Importante, acima de tudo, é - se terá havido uma denúncia ou qualquer tipo de situação incorreta-, que se busque isso até ao limite e até ao fim, independentemente de ser de um partido ou de outro e independentemente de quem é o protagonista”, afirmou António Rodrigues, que acrescenta: "Cada um tem os comportamentos que deve ter e deve pagar por isso se assim for considerado. São comportamentos individuais, não são comportamentos que derivam da condição política de ninguém, podem derivar sim, de facto, de se ter algum tipo de poder que se utiliza indevidamente".
O deputado do PSD considerou ainda que casos deste tipo devem servir de "alerta” para os titulares de cargos públicos e políticos.
“A lei é a lei para ser cumprida por todos”, disse António Rodrigues, que defende também maior rigor nos mecanismos de contratação e adjudicação.
Já Madalena Cordeiro, deputada do Chega, afirmou que “prevaricação”, “tráfico de influência” ou “recebimento indevido de vantagem” são palavras que "não são de estranhar" ao PS: “São muitas as denúncias, são muitos os conhecimentos que temos deste tipo de influência e deste tipo de modus operandi por parte do Partido Socialista”, disse ainda a deputada, que refere que os protagonistas associados ao caso são “amigos de António Costa e José Luís Carneiro”.
“Espero que desta vez tenha consequências”, acrescentou Madalena Cordeiro, ressalvando, contudo, a escassez de dados públicos sobre a investigação.
Livre alerta para "perpetuação" de políticos nos cargos
Também Jorge Pinto, deputado do LIVRE, considerou que a operação que motivou buscas por parte de centenas de inspetores é sinal de que a Polícia Judiciária “continua a fazer o seu trabalho, independentemente de quem possa estar em causa”.
No programa Entre Políticos, o ex-candidato à presidência da República acrescentou que a situação é "preocupante", mas que a existência de um acompanhamento das autoridades é "reconfortante" e aponta: "Esperamos, por um lado, que os políticos façam bem o seu trabalho, que sejam sérios, que sejam dignos daquilo que é a representação do povo português. Em paralelo, esperamos que, quando há suspeitas de que não o são, então possa haver uma investigação policial que assuma em mãos a responsabilização destes políticos".