Rui Rio vai propor moção de confiança em Conselho Nacional do PSD

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O líder do PSD declarou no Porto que não abrirá um processo eleitoral interno em vésperas de eleições no país. Mas convocará um Conselho Nacional Extraordinário e aí proporá uma moção de confiança.

O líder do PSD começou por lembrar que foi eleito há um ano e tomou posse há onze meses. Lembrou também que é por princípio favorável ao cumprimento integral dos mandatos e criticou Luís Montenegro por querer lançar o PSD num processo de candidaturas internas quando o momento - o ano eleitoral - é de disputar o governo do país.

Acusou, assim, o challenger Montenegro de fazer um favor ao Governo de António Costa no preciso momento em que diz candidatar-se para lhe fazer uma oposição mais cerrada. E no preciso momento, acrescentou, em que o Governo de Costa começa a acusar nitidamente o desgaste.

Para o líder do PSD, Montenegro mostrou ser um chefe de fila fraco, incapaz de contrariar a pressão dos seus apoiantes pela abertura de uma guerra interna. E lançou-lhes, a Montenegro e aos seus apoiantes, que querem essa guerra para poderem pôr e dispor na constituição das listas para as próximas eleições.

Rio cultivou na sua intervenção a imagem, que tem dado de si desde o início, de opositor ao Governo que rejeita um discurso de "bota abaixo", deixando implícito que é "bota-abaixista" a alternativa propugnada por Montenegro.

Manifestando-se contrário a uma dinâmica internista, de ajustes de contas dentro do partido, admitiu, por outro lado, que a crise declarada por Montenegro reclama uma "clarificação" e propôs-se clarificar.

A via escolhida não foi a de declarar aberto um processo de eleição de novo líder para o PSD, e sim a de convocar um Conselho Nacional Extraordinário, ao qual proporá uma moção de confiança.

Ironizou ainda que desse modo poupará aos opositores o trabalho de recolherem as assinaturas necessárias para a convocação."Se for esse o seu entendimento, o Conselho pode retirar a confiança à direção nacional e assumir democraticamente a responsabilidade de a demitir. Se os contestatários não conseguiram reunir as assinaturas para a apresentação de uma moção de censura, eu próprio facilito-lhes a vida e apresento (...) uma moção de confiança".

E concluiu com uma citação de Sá Carneiro, admitindo que corre um risco: "a política sem risco é uma chatice, mas - lembrou ainda - sem ética é uma vergonha".


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