Política
Seguro aponta descoordenação no relatório da presidência aberta sobre tempestades
Depois da visita aos territórios afetados pelas tempestades, o Presidente da República conclui que existiram falhas na resposta a esta crise, ao nível da governação. António José Seguro retoma agora, neste relatório da presidência aberta, vários avisos que tinha deixado.
O presidente volta ao diagnóstico que tinha feito no final da visita à região Centro, no dia 10 de abril. Na Marinha Grande, apontou que a "capacidade de coordenação entre as entidades que participaram na ajuda deve ser melhorada", com Portugal a ser "muito bom no improviso", mas que precisa de ser melhor organizado e planeado.
Agora, no relatório com as conclusões da presidência aberta, António José Seguro regressa a esta mensagem: citado pelo jornal Público, o chefe de Estado conclui que "a governação da crise revelou insufiências de coordenação, clareza e interoperabilidade". Gonçalo Costa Martins - RTP Antena 1
Agora, no relatório com as conclusões da presidência aberta, António José Seguro regressa a esta mensagem: citado pelo jornal Público, o chefe de Estado conclui que "a governação da crise revelou insufiências de coordenação, clareza e interoperabilidade". Gonçalo Costa Martins - RTP Antena 1
Neste documento, avisa que as tempestades mostraram um "défice estrutural de preparação prévia" e sublinha que uma das cinco prioridades para Belém é "desbloquear pagamentos e decisões pendentes". Seguro afirma que, quando os apoios "chegam tarde, perdem parte substencial da sua eficácia social e económica".
Outra preocupação que António José Seguro deixou durante a visita foi a quantidade de árvores caídas que era preciso limpar.
"Era urgente a remoção de todo esse material combustível para que, se houver incêndios - que haverão, há sempre todos os verões -, que ele não fosse um factor de aceleramento desses mesmos incêndios", afirmava no balanço da visita.
No documento sobre a presidência aberta, Seguro volta a apontar esse problema e que o território está "ainda vulnerável à entrada do verão".
Frisando a necessidade de apoiar a reabertura de atividades económicas "ainda condicionadas", o Presidente da República lembra que, "para muitas famílias, empresas e comunidades, esta crise ainda não terminou".