Seguro culpa Costa por queda socialista nas sondagens
O secretário-geral socialista reagiu este sábado com uma nota de indignação às últimas sondagens do semanário Expresso e do jornal i, que sugerem "uma queda brutal" do maior partido da oposição nas intenções de voto dos portugueses. António José Seguro recorreu às redes sociais para alegar que os números resultam "da irresponsabilidade" do adversário interno, António Costa.
"Leio, indignado, as sondagens do Expresso e do jornal i que dão uma queda brutal ao PS. Este é o resultado da irresponsabilidade do António Costa", escreve Seguro num texto publicado durante a manhã na sua página do Facebook.
Foi ao cabo de 48 horas, depois das eleições para o
Parlamento Europeu, que António Costa anunciou a sua disponibilidade
para tirar a António José Seguro a liderança do PS.
O autarca da capital apresentou ontem, no Porto, as linhas programáticas da candidatura às
primárias do partido, que a Comissão Política Nacional agendou para 28 de setembro, e ao cargo de secretário-geral.
"Os danos provocados ao PS devido à sua ambição pessoal! Um PS em queda, depois de termos ganho as eleições europeias e do Governo ter chumbado pela terceira vez no Tribunal Constitucional. Lamentável. O PS não merece isto!", acentua o líder socialista.
Os números do estudo da Eurosondagem para o Expresso e a estação televisiva SIC, relativos a junho, reservam ao PS um recuo de cinco pontos percentuais em relação à última sondagem do semanário - de 38 para 33 por cento das intenções de voto.
A sondagem do i atribui aos socialistas 30,6 por cento, contra os 39 da auscultação de há quase três meses.
O estudo de opinião efetuado pela Eurosondagem S.A. para Expresso e SIC foi realizado de 2 a 5 de junho de 2014, com base em 1025 entrevistas telefónicas validadas. O erro máximo da amostra é de 3,06 por cento, para um grau de probabilidade de 95,0 por cento.
Já o estudo de opinião publicado pelo i foi realizado pela empresa de investigação e estudos de mercados Pitagórica, entre 30 de maio e 1 de junho. Foram validadas 506 entrevistas, correspondendo a 70,38 por cento das tentativas realizadas.
No caso da intenção de voto, são considerados 357 inquiridos após tratamento da abstenção. Na projeção de voto os indecisos (24,1 por cento) foram distribuídos de forma proporcional. O erro máximo da amostra é de 4,4 por cento, para um grau de probabilidade de 95,5.