Seguro reafirma "compromisso inabalável" de Portugal com a CPLP

Seguro reafirma "compromisso inabalável" de Portugal com a CPLP

O Presidente da República, António José Seguro, reafirmou hoje o "compromisso inabalável" de Portugal e o seu "empenho pessoal" para com a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), criada há 30 anos.

Lusa / Adicionar como fonte informativa

Numa mensagem publicada no sítio oficial da Presidência da República na Internet, por ocasião do 30.º aniversário da organização, António José Seguro referiu que "foi a 17 de julho de 1996, aqui em Lisboa, que a cimeira constitutiva da CPLP tornou realidade uma ambição há muito desejada".

O chefe de Estado escreveu que "o compromisso assumido há 30 anos" pelos países fundadores da CPLP "se mantém atual" e "vai muito além da promoção e afirmação da língua e da cultura".

"Assenta em valores fundamentais: a paz, a democracia, o Estado de direito, os direitos humanos, o desenvolvimento e a justiça social. Compromisso que partilha o desejo comum dos países lusófonos de reforçarem os laços de fraternidade, solidariedade e cooperação em benefício dos seus povos e de projetar a comunidade a nível global", enquadrou.

"Hoje celebramos todo o progresso da CPLP nessa direção, ao longo destas três décadas, renovando o espírito fundador da nossa comunidade com os olhos postos no futuro", declarou o Presidente da República.

Neste 30.º aniversário, António José Seguro reafirmou "o compromisso inabalável de Portugal para com a CPLP" e o seu "empenho pessoal em prol de uma comunidade cada vez mais próxima dos seus cidadãos e cada vez mais posicionada a nível global, em torno de valores e objetivos comuns".

"Uma CPLP unida na ambição de sermos um projeto de desenvolvimento, de cooperação, de diálogo e de paz. Foi esta a mensagem que transmiti há dias na minha primeira visita à Sede da CPLP e que, de forma sentida, hoje reafirmo".

São membros fundadores da CPLP Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe. Timor-Leste aderiu em 2002, enquanto a Guiné Equatorial entrou em 2014, numa adesão polémica, e ainda não exerceu a presidência rotativa da comunidade, o que tem motivado divergências entre os restantes Estados-membros.

A CPLP completa 30 anos numa altura em que a Guiné-Bissau está suspensa da organização, na sequência do golpe militar de novembro de 2025, e foi substituída por Timor-Leste no exercício da presidência temporária da comunidade.

 

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