Sondagem Católica. Portugueses consideram que país está pior mas são contra eleições antecipadas

Sondagem Católica. Portugueses consideram que país está pior mas são contra eleições antecipadas

Uma sondagem da Universidade Católica para a RTP, Antena 1 e Público revela que metade dos portugueses considera que o país está pior do que há um ano, mas a grande maioria defende que o Governo deve cumprir o mandato até ao fim.

Mariana Ribeiro Soares (texto), Sara Piteira (grafismo) - RTP / Adicionar como fonte informativa
Pedro Nunes - Reuters

Questionados sobre se consideram que o país está pior, igual ou melhor do que há um ano, 51% respondeu que está pior, 35% que está igual e 12% que está melhor.

A saúde foi o setor mais votado como o principal problema do país (17%), seguindo-se o Governo/Gestão e inação política/falta de estratégia/liderança (12%), o custo de vida/inflação/rendimento disponível (11%) e a habitação (10%). Nos últimos lugares da lista estão a segurança e a justiça, que foram apontadas por apenas 2% dos inquiridos.

Apesar disso, 79% dos inquiridos consideram que seria melhor para o país que o Governo cumprisse o mandato até ao fim e apenas 17% defendem eleições antecipadas.

Questionados sobre o que consideram mais provável que aconteça ao atual Governo, independentemente das suas preferências políticas, 72% também respondeu “cumprir o mandato até ao fim” e 26% votou em eleições antecipadas.
Seguro e Montenegro com boas avaliações
Os portugueses inquiridos foram também desafiados a avaliar o presidente da República e o primeiro-ministro, bem como os líderes dos partidos com representação parlamentar.

Relativamente a António José Seguro, 81% dos portugueses fazem uma avaliação positiva destes primeiros cinco meses de mandato e 25% fazem uma avaliação muito positiva. No geral, os inquiridos dão uma nota de 12,1 a Seguro, numa escala de 0 a 20 valores.

Ao primeiro-ministro, Luís Montenegro, os portugueses dão 10,2 valores – uma avaliação que se mantém praticamente inalterada em relação a abril de 2025.

De acordo com a sondagem, 64% dos inquiridos deram uma avaliação positiva ao primeiro-ministro e 10% avaliaram Montenegro com 16 ou mais valores.

Luís Montenegro é o político com melhor avaliação, seguindo-se José Luís Carneiro, líder do PS, a quem os portugueses inquiridos atribuem 9,8 valores.

O líder do Chega, André Ventura, é avaliado com 7,5 valores, o que representa uma melhoria em relação a abril de 2025, quando era avaliado com 6,2 valores. Por outro lado, a percentagem de avaliações positivas baixou de 59% para 39%.

Da tabela, Inês Sousa Real, do PAN, foi quem recebeu a menor avaliação média (7,3 valores). No entanto, quem tem menos percentagem de avaliações positivas é Paulo Raimundo, secretário-geral do PCP (37%).

A sondagem permite também concluir que José Luís Carneiro tem praticamente a mesma avaliação que o seu antecessor no cargo de secretário-geral do PS, Pedro Nuno Santos, tinha em abril de 2025 (9,8 e 9,6, respetivamente).

O mesmo acontece com a líder da Iniciativa Liberal, Mariana Leitão, que é agora avaliada em 8,6 valores, e o seu antecessor, Rui Rocha, recebeu 8,5 valores em abril do ano passado.

Já o atual coordenador do Bloco de Esquerda, José Manuel Pureza, tem uma melhor avaliação (7,4 valores) do que a sua antecessora, Mariana Mortágua, o ano passado (6,7 valores). Em contrapartida, apenas 52% dos inquiridos dizem saber quem é José Manuel Pureza.

Ficha técnica

Este inquérito foi realizado pelo CESOP–Universidade Católica Portuguesa para a RTP, Antena 1 e Público entre os dias 6 e 10 de julho de 2026. O universo alvo é composto pelos eleitores residentes em Portugal. Os inquiridos foram selecionados aleatoriamente a partir duma lista de números de telemóvel, também ela gerada de forma aleatória. Todas as entrevistas foram efetuadas por telefone (CATI). Os inquiridos foram informados do objetivo do estudo e demonstraram vontade de participar. Foram obtidos 996 inquéritos válidos, sendo 43% dos inquiridos mulheres. Distribuição geográfica: 31% da região Norte, 19% do Centro, 36% da A.M. de Lisboa, 6% do Alentejo, 5% do Algarve, 1% da Madeira e 2% dos Açores. Todos os resultados obtidos foram depois ponderados de acordo com a distribuição da população por sexo, escalões etários, região e comportamento de voto com base nos dados do recenseamento eleitoral e das últimas eleições legislativas. A taxa de resposta foi de 34%*. A margem de erro máximo associado a uma amostra aleatória de 996 inquiridos é de 3,1%, com um nível de confiança de 95%.

*Foram contactadas 2968 pessoas. De entre estas, 996 aceitaram participar na sondagem e responderam até ao fim do questionário.
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