Tempestades fevereiro. 20 mil quilómetros de estradas e caminhos florestais limpos

Tempestades fevereiro. 20 mil quilómetros de estradas e caminhos florestais limpos

O ministro da Economia e da Coesão Territorial afirmou hoje que foram desobstruídos quase 20 mil quilómetros (km) de estradas e caminhos florestais nas zonas do país afetadas pelo comboio de tempestades no início do ano.

Alexandra Sofia Costa - RTP Antena 1 / Adicionar como fonte informativa
Foto: Miguel A. Lopes - Lusa


"Houve uma grande prioridade (dada) à limpeza de caminhos florestais, de estradas e caminhos florestais. O último número que eu tinha, o número de há dois dias, apontava para quase 20 mil quilómetros de estradas e caminhos que estavam limpos, eram 19.800 quilómetros", revelou Manuel Castro Almeida, que está a hoje a ser ouvido na Assembleia da República, em Lisboa.Apenas 10% da madeira caída será retirada antes do verão
"O país não tem condições, não há pessoas, não há equipamentos para levantar tanta árvore que está caída e, portanto, estão os municípios em causa a estabelecer prioridades para levantar aquelas que são mais perigosas e que estão calculadas em cerca de dez por cento do volume das árvores que estão tombadas", salientou Castro Almeida.

O ministro classificou a questão da limpeza das árvores tombadas como um "problema gigantesco" e acrescentou que, neste momento, a preocupação está centrada em limpar as árvores derrubadas na proximidade de casas e junto às estradas, que são as zonas mais perigosas em caso de incêndio, "para levantar tudo aquilo que seja materialmente possível levantar".

O governante lembrou o "número incalculável na ordem dos milhões de toneladas" de árvores caídas, tendo por isso o Executivo celebrado contratos com os quase 30 municípios envolvidos para liderarem a operação de limpeza.

Já o PS acusou Castro Almeida de ser ministro da Coesão Territorial "em 'part-time'", tendo questionado sobre a estratégia do Executivo para esta área.

Queda do PIB per capita para 80%
O ministro admitiu também uma queda do PIB per capita para 80% com a revisão em alta da população pela pelo INE. Castro Almeida referiu, no Parlamento, que é preciso esperar pela revisão do PIB para saber com exatidão como ficará o PIB per capita. Mas adianta que o novo valor deverá rondar os 80 por cento em relação à média europeia

As alterações que o Instituto Nacional de Estatística fez nos últimos dados da população vieram alterar várias séries estatísticas, designadamente o PIB per capita - a riqueza que cada português produz e consome.
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