Ventura contrário à reforma laboral mas disponível para negociar

Ventura contrário à reforma laboral mas disponível para negociar

O líder do Chega critica o Executivo por ter avançado com uma estratégia errada para garantir o novo pacote de reforma laboral e não ter avançado com uma negociação prévia: "Estivemos a perder tempo. Há nove meses num simulacro de negociação".

RTP /
O líder do Chega manifestou entretanto disponibilidade para negociar com o Governo, tendo já uma exigência: a descida da idade da reforma: "Desde o início dissemos que queríamos dialogar. Agora, não é dialogar com a pistola apontada à cabeça em cima do tempo".

André Ventura disse ter já dado indicações ao seu grupo parlamentar para constituir uma delegação para negociar.

"Será o grupo que vai lidar mais diretamente com o Governo nas negociações do diploma, ponto por ponto, porque nós continuamos a estar onde estávamos, isto é, a entender que era preciso e devia ter existido um consenso político nesta matéria para avançarmos com propostas que fossem realistas para o país que temos, para a composição política do parlamento que temos", indicou.

Ventura criticara a estratégia do Executivo nestes meses de negociação, considerando que "o Governo geriu muito, muito mal este processo e que agora deixa basicamente no Chega o ónus de ter que aprovar esta reforma".

Considerando que era expectável a decisão da UGT, o líder do Chega defende que "estivemos a perder tempo, basicamente. Estivemos há nove meses num simulacro de negociação, estivemos há nove meses a fingir ao país, quer a trabalhadores, quer a patrões, quer aos empresários, que iríamos ter uma reforma laboral, quando, na verdade, aquelas duas partes sabiam que provavelmente não haveria nenhum consenso de reforma laboral".

"Estamos mais perto do que estávamos e diria até mais perto do que nunca de não termos nenhuma reforma laboral nem nenhuma revisão laboral. Isto deve-se muito à arrogância do Governo, à má gestão do Governo".

c/ Lusa
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