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Estudo norte-americano revela riscos acrescidos nas grávidas com Gripe A

Estudo norte-americano revela riscos acrescidos nas grávidas com Gripe A

As grávidas que contraiam o vírus da Gripe A correm quatro vezes mais o risco de serem hospitalizadas com complicações se comparadas com os outros doentes contaminados com o H1N1. De acordo com um estudo publicado pela revista médica The Lancet, trata-se de um risco que surge durante a doença, sendo que, por siso, a gravidez não é condição para uma probabilidade maior de contrair o vírus.

RTP /
A investigação sustenta que a acção deve ser rápida nos casos de grávidas infectadas, de preferência nas 48 horas seguintes ao aparecimento dos sintomas EPA

Para já, estas conclusões conduzem a várias novidades que contrariam as indicações que vinham sendo difundidas pelos organismos médicos internacionais, nomeadamente a colocação das grávidas, a par das crianças, no grupo que deveria receber a vacina da gripe A apenas num segundo período, após comprovada a sua segurança.

Depois de a Organização Mundial de Saúde (OMS) ter alertado para o risco acrescido de complicações graves nas grávidas infectadas com o H1N1, as novas conclusões surgiram na sequência de um trabalho de investigadores dos Centros para o Controlo e Prevenção de Doenças (CDC na sigla original) dos Estados Unidos que estudaram os primeiros 34 casos de gripe A naquele país.

Entre estes casos contam-se seis mulheres grávidas que morreram depois de não terem sido tratadas a tempo com antivirais, razão que leva os investigadores a recomendar que as grávidas suspeitas de terem contraído o vírus sejam prontamente tratadas com Tamiflu (designação comercial do antiviral Oseltamivir).

Antivirais antes da confirmação laboratorial do diagnóstico
O estudo aconselha assim que o antiviral seja administrado ainda antes de as análises confirmarem o diagnóstico da doença, apesar de entre a comunidade médica haver quem demonstre relutância em administrar antivirais a mulheres grávidas.

"Nenhuma das grávidas que morreram foi tratada a tempo com antivirais", alerta o estudo hoje publicado, acrescentando que "os CDC preconizam que as mulheres grávidas suspeitas de estarem infectadas com Gripe A (H1N1) sejam submetidas a um rápido tratamento antiviral".

As seis grávidas que soçobraram à doença nos Estados Unidos eram saudáveis à excepção de uma mulher com asma e outra com obesidade. Estes caso evoluíram de forma geral para uma pneumonia viral antes de se manifestarem problemas respiratórios agudos e foram colocados em ventiladores.

A líder da equipa que conduziu a investigação sustenta assim que a acção deve ser rápida nos casos de grávidas infectadas, de preferência nas 48 horas seguintes ao aparecimento dos sintomas.

"A mensagem é: não demorem o tratamento apropriado por estarem grávidas", sublinhou Denise Jamieson, acrescentando que o Tamiflu é relativamente seguro.

Nesse sentido, são contrariadas as anteriores indicações da OMS, que recomenda não recomendava a prescrição precoce de antivirais. As autoridades portuguesas também já haviam feito saber que, juntamente com o grupo das crianças mais novas, as mulheres em gestação deveriam aguardar por uma segunda fase de vacinação, após comprovada a segurança da vacina que está a ser trabalhada.

Pelo contrário, o estudo agora apresentado pela revista médica britânica The Lancet vem recomendar que as grávidas estejam entre os primeiros grupos a serem vacinados.

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