Greve dos enfermeiros pode levar à requisição civil

Greve dos enfermeiros pode levar à requisição civil

O primeiro-ministro admite recorrer à requisição civil no caso da greve dos enfermeiros nos blocos operatórios.

Mário Aleixo - RTP /
António Costa respondeu com firmeza aos enfermeiros Lusa

Em entrevista à SIC, na última noite, António Costa disse que ainda não recebeu o parecer que o Governo pediu à Procuradoria-Geral da República. Mas o chefe do Governo admitiu que a requisição civil pode vir a ser utilizada.

António Costa assumiu esta posição depois de interrogado pelo jornalista José Gomes Ferreira sobre se o Governo tenciona recorrer à requisição civil para travar as consequências das greves dos enfermeiros.

“Queremos agir com a firmeza necessária, mas com a justiça devida. Chegámos ao limite daquilo que podíamos aceitar. Se for necessário, iremos utilizar esse instituto jurídico”, declarou.

António Costa considerou “insustentável” do ponto de vista financeiro a reivindicação feita de que os enfermeiros, logo na base inicial da respetiva carreira, tenham um vencimento de 1.600 euros.

Em reação a estas palavras de António Costa os sindicatos que fazem parte da organização da greve aos blocos operatórios não mostram sinais de preocupação.

Lúcia Leite, da Associação Sindical dos Enfermeiros Portugueses, diz que os enfermeiros estão preparados.

Do lado do Sindicato Democrático dos Enfermeiros, o Sindepor, o dirigente Carlos Ramalho entende que numa greve em que os serviços mínimos estão assegurados não é possível decretar a requisição civil.

O primeiro-ministro diz que o Governo tomará todas as medidas legalmente adequadas para proteger os direitos dos doentes e acusou alguns sindicatos dos enfermeiros de terem uma conduta cruel em relação aos doentes.
PUB