Vírus está a circular em Portugal com maior intensidade

Vírus está a circular em Portugal com maior intensidade

O vírus H1N1 da Gripe A está a circular com mais intensidade em Portugal. A conclusão foi avançada hoje em Évora pelo Director-Geral da Saúde, Francisco George, no decorrer do 14.º Congresso Nacional de Medicina Familiar, que comparou os dados disponíveis esta semana com os da semana passada.

RTP /
O vírus da Gripe A continua a aumentar a sua acção em Portugal Sergey Dolzhenko/EPA

Comparando os dados desta semana com os dados da semana passada o Director-Geral da Saúde não tem dúvidas em afirmar que o vírus da gripe A H1N1 está a circular com mais intensidade em Portugal.

"Sabe-se que há um intensificação da actividade gripal, dentro de um padrão que tinha sido antecipado. O vírus está a circular com mais intensidade se compararmos os dados com a semana anterior", referia Francisco George em Évora à margem do 14.º Congresso Nacional de Medicina Familiar, organizado pela Associação Portuguesa dos Médicos de Clínica Geral.

George centrou a sua intervenção na situação da Gripe A, a nível global e, especialmente, nacional, desde a sua origem até à 45.ª semana do ano, que hoje termina, referindo que "há um aumento da actividade gripal, mas não podemos ainda falar de uma curva ascendente de onda epidémica" já que se está perante "uma circulação do vírus que era esperada para esta semana".

Já sobre a campanha de vacinação contra a Gripe A, iniciada a 26 de Outubro, Francisco George garantiu que "os últimos indicadores confirmam uma subida de adesão na segunda semana, quando comparada com a primeira" e que "as interrogações levantadas por alguns enfermeiros e médicos estão a atenuar-se, mas ainda têm alguma expressão".

Recorde-se que na semana de 26 de Outubro a 1 de Novembro foram observados nos serviços de saúde 7110 doentes com sintomas gripais, independentemente dos vírus em causa, o que significa mais 2378 do que na semana anterior.

Internados estiveram 63 doentes, dos quais nove em unidades de cuidados intensivos, e uma criança de 10 anos, portadora de doença cardíaca e infectada pelo vírus H1N1, morreu no Hospital D. Estefânia, em Lisboa.

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