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Surrender

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Episódio n.º1

Episódio 1 de 2 Duração: 60 min

Em Lisboa, a mulher do comandante da Lancha de Fiscalização Vega conheceu o seu destino trágico, em sonhos. Os marinheiros Silva e Freitas recordam o combate da VEGA, as mortes do seu comandante e do artilheiro Ferreira. Ilesos, não abandonaram os seus dois camaradas gravemente feridos e ao fim de sete horas agarrados a uma balsa, conseguiram alcançar terra firme.
Damão é o segundo distrito do Estado Português da Índia a ser atacado pelas tropas indianas, que atravessam a fronteira, a norte do rio Sandalcalo, pelas duas horas do dia 18 de Dezembro de 1961. Os postos da polícia resistem, sofrendo baixas, e retiram de madrugada, esgotadas as munições.
A Sul do rio, na fortaleza de Damão-Praça, o bombardeamento da artilharia indiana acorda em sobressalto os jovens Damanenses da Mocidade Portuguesa, que colaboram na destruição de documentos, sob as ordens do Governador.
Os Indianos ocupam o Aeroporto e, mal a Lua se põe, tentam progredir na direção da cidade de Damão-Pequeno. Entrincheirados numa linha defensiva, os soldados portugueses conseguem resistir, desencadeando intenso tiroteio.
Ao amanhecer, o Comissário da Polícia e o jovem Tenente Santiago de Carvalho deslocam-se ao posto da aerogare cujo rádio não respondia à chamada. É demasiado tarde quando se apercebem que os vultos que julgaram portugueses são afinal soldados indianos. Morre em combate o Tenente Santiago de Carvalho que, nas vésperas, escrevera à família: "...Tratando-se de uma luta tão desigual, tão grande é a desproporção de forças, estamos dispostos e animados a resistir até ao último momento, até ao último suspiro..."
Damão-Praça é atacada pela aviação indiana, mantendo-se, em simultâneo, o bombardeamento da artilharia. Uma das meninas do asilo é atingida mortalmente. Impedido de comunicar com a frente de batalha, que se desenrola no setor de Damão-Pequeno, o Governador atravessa o rio. Pouco depois, avistam-se bandeiras brancas em Damão-Praça, contrariando as ordens recebidas.
A Norte do rio, os Indianos não conseguem avançar, sob o fogo cruzado das trincheiras e das metralhadoras dos postos. Cabe à aviação indiana arrasar os postos e fustigar as trincheiras, forçando a retirada das forças portuguesas para a cidade de Damão Pequeno. Ao tentar organizar a defesa da cidade, o Governador é atingido numa perna e cai: "Já reguei esta terra com sangue português!"
No entanto, os Indianos são obrigados a suspender o seu avanço às portas da cidade e, meia hora mais tarde, a aviação arrasa o mercado de onde partia a maior parte do fogo português. A primeira tentativa de rendição dos Portugueses ao exército indiano, já de noite, é recebida a tiro.
No dia 19 de manhã, um derradeiro ataque da aviação indiana incendia 17 casas em Damão Pequeno e causa a morte a dois civis damanenses. Os Indianos exigem a presença do Governador, que é transportado em maca para o local da rendição.
Os bombardeamentos da artilharia e da aviação indiana, que não pouparam vidas civis, e a resistência dos Portugueses, ficaram na memória do lugar e das gentes: em Damão, a invasão do distrito ficou conhecida como "a Guerra".
Maria Rita Nunes fazia 12 anos no dia 18 de Dezembro de 1961...

Ficha Técnica

Título Original
Surrender
Realização
Fernanda Paraíso
Produção
Terra Líquida Filmes
Ano
2012
Duração
60 minutos