Artista Leonor Antunes participa na exposição central da Bienal de Veneza

| Cultura

A artista plástica portuguesa Leonor Antunes está entre os 120 artistas convidados pela Bienal de Arte de Veneza 2017 para participar na exposição central "Viva Arte Viva", que abre a 13 de maio, anunciou hoje a organização.

No sítio ´online´ da Bienal de Veneza, que este ano apresenta a 57.ª Exposição Internacional de Arte Contemporânea, com curadoria de Christine Macel, surge o nome da artista portuguesa, nascida em 1972, que vive e trabalha em Berlim, na Alemanha.

O tema escolhido pela curadora da edição deste ano centra-se na responsabilidade dos artistas na afirmação da vida e da liberdade perante os conflitos atuais no mundo.

Para a representação oficial portuguesa na Bienal de Veneza deste ano foi anunciada, no ano passado, a escolha do artista plástico José Pedro Croft e do curador João Pinharanda.

Leonor Antunes, 43 anos, vencedora do Prémio EDP Novos Artistas em 2001, realizou, nos últimos anos, exposições individuais no Museu Pérez Art, em Miami, na Kunsthalle Basel, em Basileira, no Museu de Arte Moderna de Paris, no Reina Sofía, de Madrid, e no Museu de Serralves, no Porto.

Há dois anos, apresentou a sua primeira exposição individual em Nova Iorque, no New Museum, com o título "I Stand Like A Mirror Before You", criando uma coleção de esculturas específicas para o local.

Nessa exposição, a artista criou uma série de trabalhos suspensos, que descem ao nível do chão, inspirados pelos trabalhos de tecelagem de Anni Albers e Lenore Tawney, refletindo-se mutuamente usando a parede de vidro que se encontra na entrada do museu.

Madeiras, bambu, pele, corda, fios e bronze são alguns dos materiais usados habitualmente por Leonor Antunes para criar esculturas que refletem o ambiente que as rodeiam, e, ao mesmo tempo, faz referências a figuras menos conhecidas da história da arquitetura e design do século XX, como a sueca Greta Grossman ou a norte-americana Maya Deren.

O trabalho da portuguesa fez também parte de varias exposições coletivas, incluindo as bienais de Sharjah, nos Emirados Árabes Unidos, de Berlim e de Singapura, e esteve exposto em diversos museus internacionais.

Na lista dos 120 artistas plásticos de vários países que vão participar na exposição "Viva Arte Viva" também figuram alguns nomes do Brasil: Paulo Bruscky, nascido em 1949, que vive e trabalha no Recife, Ayrson Heráclito, nascido em 1968, residente em São Salvador, e Erika Verzutti, nascida em 1971, residente em São Paulo.

A 57.ª Exposição Internacional de Arte Contemporânea da Bienal de Veneza vai decorrer com a presença de 57 países, entre 13 de maio e 26 de novembro de 2017.

Tópicos:

Anni Albers, Berlim, Bienal Veneza, Contemporânea Bienal, Iorque, Moderna Paris Reina Sofía, Pinharanda Leonor Antunes, Pérez Art Miami Kunsthalle Basel, Salvador, Sharjah Emirados Árabes, Veneza,

A informação mais vista

+ Em Foco

Os portugueses escolhem os seus representantes locais a 1 de outubro. Acompanhe aqui a campanha, os debates e toda a informação sobre as eleições Autárquicas.

    Veja ou reveja aqui os debates na RTP com os candidatos às presidências das câmaras municipais das 18 capitais de distrito de Portugal Continental. A série é transmitida até 14 de setembro.

      Natalidade, envelhecimento, turismo, agricultura, emigração, pobreza, saúde, desigualdades. A Antena 1 fixa o país em duas dezenas de retratos no caminho para as eleições autárquicas.

        A Alemanha aproxima-se da data do escrutínio de 24 de Setembro com uma economia próspera: muita exportação, muita construção, receitas fiscais abundantes, orçamentos públicos excedentários. O reverso da medalha é a degradação de condições sociais para uma parte significativa da população.