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Guerra no Médio Oriente. Acompanhe aqui, ao minuto, a evolução do conflito

Estados do Golfo pedem à ONU que autorize uso da força para desobstruir Estreito de Ormuz

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Estados do Golfo pedem à ONU que autorize uso da força para desobstruir Estreito de Ormuz

O Conselho de Cooperação do Golfo pediu à ONU que autorize o uso da força para desobstruir o Estreito de Ormuz, bloqueado pelo Irão. Teerão veio já advertir contra qualquer "ação provocatória". Acompanhamos aqui, ao minuto, todos os desenvolvimentos.

Joana Raposo Santos - RTP /

Foto: Francis Mascarenhas - Reuters

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Momento-Chave
RTP /

Irão adverte Conselho de Segurança da ONU contra qualquer "ação provocatória"

O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, advertiu contra qualquer "ação provocatória", antes de uma votação prevista no Conselho de Segurança da ONU sobre o uso da força para desbloquear o Estreito de Ormuz.

Araghchi "sublinha que qualquer ação provocatória por parte dos agressores e dos seus apoiantes, incluindo no Conselho de Segurança da ONU, relativamente à situação no Estreito de Ormuz, apenas irá complicar ainda mais a situação", refere um comunicado do ministério.
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Lusa /

Ataque com drones iranianos causa incêndio em refinaria no Kuwait

Um ataque com drones iranianos provocou hoje incêndios em várias unidades da refinaria de Mina Al-Ahmadi, no Kuwait, avançou a agência de notícias estatal Kuna, citando a petrolífera nacional.

"A Kuwait Petroleum Corporation (KPC) informou que a refinaria de Mina Al-Ahmadi foi alvo de um ataque com drones na madrugada de hoje, que provocou incêndios em várias unidades operacionais", disse a agência.

Num comunicado, a petrolífera estatal disse que os bombeiros estavam a trabalhar para controlar as chamas e sublinhou que não houve registo de feridos.

O Kuwait opera três refinarias de petróleo. Mina al-Ahmadi já foi alvo de ataques por diversas vezes durante o conflito.

Os Estados Unidos e Israel começaram em 28 de fevereiro a bombardear o Irão, devido ao alegado fracasso nas negociações para pôr fim ao programa nuclear da República Islâmica, que afirma destinar-se apenas a fins civis.

Teerão tem respondido com ataques contra interesses norte-americanos e israelitas nos países da região, e com o bloqueio do estreito de Ormuz, por onde passa 20% do comércio petrolífero mundial.

As refinarias são essenciais para a produção de petróleo do Kuwait, pois, sem elas, os poços teriam de ser encerrados por falta de destino para o crude.

A retoma das operações das refinarias é extremamente demorada por motivos de segurança, e os poços permaneceriam praticamente inativos até que as refinarias voltassem a operar.

A KPC afirmou ainda que a Autoridade Pública do Ambiente do Kuwait está a monitorizar de perto a qualidade do ar e que não foi relatado qualquer impacto negativo até à data.

Minutos antes de o incêndio ser anunciado, o Governo do Kuwait disse que as defesas aéreas estavam a intercetar ataques hostis de mísseis e drones, de acordo com um comunicado divulgado pela agência de notícias estatal do Kuwait, KUNA.

"As defesas aéreas do Kuwait estão a repelir ataques hostis de mísseis e drones", escreveu o Estado-Maior do Exército na rede social X, acrescentando que as "explosões ouvidas foram o resultado da interceção" destes ataques.

Também hoje, as Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) noticiaram hoje um ataque iraniano contra o território israelita.

O porta-voz do serviço de emergência israelita afirmou na plataforma de mensagens Telegram que o ataque deixou um homem de 22 anos gravemente ferido na cidade de Harish, no centro do país, tendo sido levado para o hospital.

As IDF indicaram que os sistemas de defesa permanecem "operacionais para intercetar a ameaça", depois de "identificarem mísseis lançados a partir do Irão", de acordo com uma mensagem publicada também no Telegram.

A imprensa estatal iraniana avançou hoje que pelo menos oito pessoas morreram e 95 civis ficaram feridos em vários ataques dos EUA contra a província de Alborz, no norte do Irão.

A guerra provocou mais de três mil mortos, maioritariamente no Irão e no Líbano, que se viu envolvido no conflito após o movimento pró-Teerão Hezbollah ter atacado Israel.

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Lusa /

China exige que refinarias privadas mantenham produção "a todo o custo"

A China instou as refinarias privadas do país a manterem os níveis de produção nos mesmos patamares de 2025 "a todo o custo", face ao impacto da guerra no Médio Oriente, avançou hoje a Bloomberg.

Segundo a agência de notícias financeiras, que cita fontes anónimas, a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma, principal órgão de planeamento económico da China, reuniu-se com executivos das empresas para lhes transmitir que a prioridade é garantir o abastecimento interno de combustíveis, mesmo que isso implique prejuízos.

As refinarias que reduzirem as taxas de utilização e produção poderão enfrentar cortes nas quotas de importação de petróleo nos próximos anos, indicaram as mesmas fontes.

As refinarias independentes chinesas têm sido particularmente afetadas pelo atual contexto, devido à dependência do petróleo adquirido com desconto a países como o Irão, Rússia e Venezuela, normalmente evitado por grandes empresas e vantajoso em períodos de margens reduzidas.

Contudo, as moratórias temporárias dos Estados Unidos sobre sanções impostas ao petróleo iraniano e russo, destinadas a atenuar o impacto da crise energética, acabaram por eliminar descontos para estas refinarias.

Segundo dados da consultora chinesa JLC International, as refinarias privadas chinesas reduziram recentemente as taxas de utilização para menos de 63% da capacidade, o nível mais baixo desde agosto, registando também as piores margens de refinação desde 2024.

Perante o bloqueio `de facto` do estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 45% do petróleo que importa, a China registou uma das maiores subidas recentes nos preços dos combustíveis, levando os reguladores a intervir para limitar o impacto junto dos consumidores.

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Momento-Chave
Lusa /

Estados do Golfo pedem luz verde à ONU para desobstruir estreito de Ormuz

O Conselho de Cooperação do Golfo (GCC, na sigla em inglês) pediu à Organização das Nações Unidas (ONU) que autorize o uso da força para desobstruir o estreito de Ormuz, bloqueado pelo Irão.

"O Irão fechou o estreito de Ormuz, impedindo a passagem de navios comerciais e petroleiros e impondo condições para permitir que alguns o façam", declarou, na quinta-feira, o secretário-geral do GCC.

"Pedimos ao Conselho de Segurança que assuma as suas plenas responsabilidades e tome todas as medidas necessárias para proteger os corredores marítimos e garantir a continuidade segura da navegação internacional", insistiu Jassem Al-Budaiwi, em Nova Iorque.

A declaração do dirigente do GCC, organização que inclui Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Qatar, Kuwait e Omã, surgiu numa altura em que os Conselho de Segurança debate uma resolução sobre Ormuz.

A proposta do Bahrein iria autorizar o uso da força para libertar o estreito de Ormuz, bloqueado pelo Irão, uma iniciativa apoiada pelos Estados Unidos, mas que não é unanimemente aceite.

Após várias revisões, a sexta e última versão do texto, vista pela agência de notícias France-Presse na quinta-feira, resulta de um compromisso que visa persuadir a França, a Rússia e, em particular, a China a retirarem as suas objeções.

O Presidente francês, Emmanuel Macron, tinha manifestado ceticismo na quinta-feira de manhã sobre uma operação militar para desobstruir o Estreito, considerando-a irrealista.

A versão mais recente da resolução sublinha que qualquer Estado ou coligação de Estados poderia utilizar meios "defensivos" para garantir a segurança dos navios. Esta disposição sobre um mandato defensivo estava ausente da versão inicial.

No entanto, não é certo que a alteração seja suficiente para convencer a Rússia e a China, que têm poder de veto.

"No contexto atual, autorizar os Estados-membros a usar a força equivaleria a legitimar o uso ilegal e indiscriminado da força, o que conduziria inevitavelmente a uma escalada ainda maior", afirmou o embaixador chinês Fu Cong, enquanto a Rússia, aliada de longa data de Teerão, denunciou o texto como tendencioso.

Na quinta-feira, numa reunião do Conselho de Segurança sobre a cooperação entre as Nações Unidas e a Liga dos Estados Árabes, o chefe da diplomacia do Bahrein apresentou mais detalhes sobre a resolução.

"O objetivo é proteger uma das rotas marítimas mais vitais para o comércio e a segurança", assumiu o ministro dos Negócios Estrangeiros do Bahrein, Abdullatif bin Rashid Al Zayani, manifestando esperança de que o texto seja adotado por unanimidade.

O Bahrein detém em abril a presidência rotativa do Conselho de Segurança da ONU, durante a qual dará destaque à guerra no Médio Oriente, à situação no estreito de Ormuz e à cooperação da organização com outros organismos regionais.

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Momento-Chave
Lusa /

Israel, Kuwait e Bahrein alvos de novos ataques iranianos

Israel, Kuwait e Bahrein anunciaram hoje ter registados novos ataques aéreos por parte do Irão, horas depois de Teerão ter dito que pelo menos oito pessoas morreram em vários ataques dos Estados Unidos (EUA).

As Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) noticiaram hoje um ataque iraniano contra o território israelita.

O porta-voz do serviço de emergência israelita afirmou na plataforma de mensagens Telegram que o ataque deixou um homem de 22 anos gravemente ferido na cidade de Harish, no centro do país, tendo sido levado para o hospital.

As IDF indicaram que os sistemas de defesa permanecem "operacionais para intercetar a ameaça", depois de "identificarem mísseis lançados a partir do Irão", de acordo com uma mensagem publicada também no Telegram.

Na quinta-feira, o Irão lançou aproximadamente 30 mísseis contra Israel, coincidindo com o início das celebrações da Páscoa judaica (Pessach), que se prolongam até 08 de abril.

De acordo com as IDF, três eram mísseis de fragmentação, cerca de dez caíram em áreas abertas e os restantes foram intercetados.

Na quinta-feira, o Presidente dos EUA, Donald Trump, prometeu fazer o Irão regressar à "Idade da Pedra", e os militares iranianos previram ações "mais enérgicas e destrutivas".

"Minutos depois" de Trump ter falado em destruir as capacidades militares persas, a República Islâmica respondeu com "uma nova onda de ataques com mísseis iranianos" contra Israel, segundo a imprensa local.

O Kuwait informou hoje que estava sob ataque de mísseis e drones, no 35.º dia do conflito no Médio Oriente, no âmbito do qual os países do Golfo enfrentam retaliações iranianas.

"As defesas aéreas do Kuwait estão a repelir ataques hostis de mísseis e drones", escreveu o Estado-Maior do Exército na rede social X, acrescentando que as "explosões ouvidas foram o resultado da interceção" destes ataques.

A imprensa estatal iraniana avançou hoje pelo menos oito pessoas morreram e 95 civis ficaram feridos em vários ataques dos EUA contra a província de Alborz, no norte do Irão.

De acordo com as autoridades de Alborz, citadas pela agência de notícias Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária do Irão, as vítimas estavam a celebrar o Dia da Natureza.

O Crescente Vermelho iraniano, equivalente à Cruz Vermelha, anunciou que tinha "desdobrado equipas de resgate para as áreas atacadas".

A instituição indicou que "os ataques dos EUA e de Israel se concentraram em áreas próximas do distrito de Azimiyeh, em Karaj. A ponte B1, a mais longa do Médio Oriente, foi um dos alvos deste ataque".

Na quinta-feira, as IDF anunciaram a morte de um comandante de uma unidade de mísseis balísticos na região de Kermanshah, no oeste do Irão, bem como de um outro comandante pertencente ao comando petrolífero iraniano.

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Lusa /

China alerta Riade para "consequências graves" caso guerra se intensifique

O ministro dos Negócios Estrangeiros da China, Wang Yi, alertou hoje para "consequências graves" caso o conflito no Médio Oriente se intensifique, durante uma conversa telefónica com o homólogo saudita, Faisal bin Farhan.

Wang indicou que "o conflito no Irão se prolonga há mais de um mês, causando várias vítimas e perdas, e afetando a segurança e a estabilidade da Arábia Saudita e de outros Estados do Golfo", segundo um comunicado divulgado pela diplomacia da China.

O responsável chinês afirmou que "a tarefa urgente é centrar esforços na obtenção de um cessar-fogo e pôr fim ao conflito o mais rapidamente possível".

Wang defendeu ainda que "as ações do Conselho de Segurança da ONU devem evitar a escalada da confrontação e não devem legitimar ações militares não autorizadas; caso contrário, as consequências serão nefastas, sendo os países de pequena e média dimensão os mais afetados".

"A China valoriza o compromisso da Arábia Saudita na promoção da paz e no fim do conflito e está disposta a cooperar com Riade para restabelecer a paz regional o mais rapidamente possível", acrescentou.

O ministro referiu-se também à iniciativa de cinco pontos proposta pela China e pelo Paquistão, que inclui "salvaguardar a soberania e a segurança dos Estados do Golfo, cessar ataques contra civis e alvos não militares e garantir a segurança das rotas marítimas".

O ministro saudita lamentou o "grave impacto" do conflito na "região e no mundo", segundo o mesmo comunicado.

O responsável saudita indicou ainda que espera reforçar a comunicação e a coordenação com a China em plataformas como as Nações Unidas, para pôr fim ao conflito.

Na quinta-feira, Wang falou por telefone com a alta representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros, Kaja Kallas, e com o ministro dos Negócios Estrangeiros alemão, Johann Wadephul, que lhe transmitiram a urgência de restabelecer o tráfego no estreito de Ormuz e de avançar para uma solução negociada.

O chefe da diplomacia chinesa conversou igualmente com o homólogo do Barém, Abdullatif bin Rashid Al Zayani, defendendo que o Conselho de Segurança da ONU deve contribuir para "aliviar as tensões" e não para "legitimar atos ilegais de guerra".

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Lusa /

Ataques aéreos causam oito mortos e 95 feridos na província de Alborz

Pelo menos oito pessoas morreram e 95 civis ficaram feridos em vários ataques aéreos dos Estados Unidos (EUA) contra a província de Alborz, norte do Irão, avançou hoje a imprensa estatal iraniana.

De acordo com as autoridades de Alborz, citadas pela agência de notícias Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária do Irão, as vítimas estavam a celebrar o Dia da Natureza.

O Crescente Vermelho iraniano, equivalente à Cruz Vermelha, anunciou que tinha "desdobrado equipas de resgate para as áreas atacadas".

A instituição indicou que "os ataques dos EUA e de Israel se concentraram em áreas próximas do distrito de Azimiyeh, em Karaj. A ponte B1, a mais longa do Médio Oriente, foi um dos alvos deste ataque".

Um dos ataques teve como alvo uma outra ponte que ainda estava em construção.

Em resposta, o chefe da diplomacia do Irão disse na rede social X que "os ataques às infraestruturas civis, incluindo pontes inacabadas, não obrigarão os iranianos a render-se".

Abbas Araqchi garantiu que os ataques "apenas evidenciam a derrota e o colapso moral de um inimigo em fuga. Todas as pontes e edifícios serão reconstruídos, mais fortes. O que nunca será recuperado: os danos causados à reputação dos Estados Unidos".

O presidente dos EUA, Donald Trump, comentou a destruição da ponte na rede social que detém, a Truth Social.

"A maior ponte do Irão colapsou e nunca mais será utilizada --- e isto é apenas o início! É tempo de o Irão chegar a um acordo antes que seja tarde demais e não reste nada do que ainda poderá ser um grande país!", escreveu Trump.

Esta série de ataques surge depois de o Presidente norte-americano ter afirmado, na quarta-feira, que os EUA iriam concluir os objetivos militares no Irão dentro de "duas a três semanas" e ter ameaçado o regime iraniano com medidas "extremamente duras".

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