Baptista-Bastos colige crónicas que demonstram o "sentimento das ruas e a grandeza das pessoas"

| Cultura

Armando Baptista-Bastos reuniu algumas crónicas publicadas nos últimos 15 anos e constituiu "A cara da gente", livro que hoje é apresentado em Lisboa por Duarte Lima.

"A crónica só existe se for publicada num jornal ou numa revista e estas minhas crónicas são do sentimento da rua, da grandeza das pessoas e dos bairros e da sua importância, porque ainda há bairros, numa demonstração de decência e integridade", disse o escritor e jornalista à Lusa.

"Hoje - acrescentou - há uma certa confusão entre o artigo alargado, o comentário político e crónica propriamente dita no esteio da velha tradição portuguesa que no século XIX se chamava folhetim".

"A cara da gente" reúne 60 crónicas cujos títulos remetem frequentemente para Lisboa: "Abonação da rua dos Fanqueiros", "Falando da calçada", ou "Um cravo para Neves de Sousa".

O livro, editado pela Oficina do Livro, será apresentado por Duarte Lima, ex-líder parlamentar do PSD, de quem Baptista-Bastos é "grande amigo", apesar de pertencerem a "famílias distantes".

"Somos grandes amigos e encontramo-nos onde as pessoas se encontram, na cultura. Descobrimos que lemos os mesmos autores, tipo de música etc. Por outro lado, ambos descendemos de famílias pobres", explicou o autor.

Referindo-se ao amigo, Baptista-Bastos afirmou que Duarte Lima "é um homem que lê atentamente, sabe discernir e divide o vago do que é significativo".

Baptista-Bastos, 74 anos, iniciou carreira aos 19 anos no jornal O Século. É autor de mais de duas dezenas de livros, o mais recente, também editado pela Oficina do Livro, saiu em Novembro último, intitula-se "A bolsa da avó palhaça".

Recebeu já o Grande Prémio da Crítica, o Grande Prémio da Crónica da Associação Portuguesa de Escritores, o Prémio Pen Club e o Prémio da Crónica João Carreira Bom.

A cara da gente é apresentado hoje no Auditório do Montepio Geral, na sede desta instituição, à Rua do Ouro, em Lisboa.

NL.

Lusa/Fim


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