Júlio Pereira representa Portugal no 22/o Festival Internacional de Música de Macau

| Cultura

O músico Júlio Pereira representa a música portuguesa na 22/a edição do Festival Internacional de Música de Macau, onde apresenta a 24 de Outubro no Teatro D. Pedro V o programa "Geografias".

Com um vasto programa a decorrer entre 05 de Outubro e 02 de Novembro, a edição 2008 do Festival de Música de Macau volta a ter como principal espectáculo a ópera, com Giacomo Puccini a ser homenageado quando são celebrados os 150 anos do seu nascimento, num programa de três noites produzido pela Ópera de Nice.

A orquestra de Macau, integrada na Il Trittico, a ópera de 2008, volta a ser dirigida pelo maestro Jari Hämäläinen, que em 2007 dirigiu os músicos locais na ópera Rigoletto.

"Um elenco cheio de energia canta este trio de óperas que fez Verdi transbordar de emoção. O grande compositor italiano fazia questão de que a sua colecção de três óperas em um acto -- Il Tabarro, Suor Angelica e Gianni Schicchi -- fossem representadas em conjunto, enfurecendo-se sempre que eram levadas à cena separadamente", explica a organização, que honra na edição de 2008 do festival o desejo do compositor.

Com um orçamento de 20 milhões de patacas (1,6 milhões de euros), o Festival Internacional de Música de Macau abre com uma actuação da Royal Philharmonic Orchestra, do Reino Unido, no Grande Auditório do Centro Cultural de Macau, cuja capacidade é de cerca de mil pessoas.

A orquestra, considerada a cabeça de cartaz do evento, há mais de 50 anos que representa a Grã-Bretanha e este ano faz a sua estreia em Macau sob a direcção do maestro Leonard Slatkin.

A 06 de Outubro é a vez da actuação do coro Pequenos Cantores de S. Floriano, da Áustria, num espectáculo que vai decorrer na igreja do Seminário de São José.

Além de Portugal, Reino Unido e Aústria, participam no Festival músicos e outros artistas oriundos da Alemanha, Suíça, Canadá, Austrália, continente chinês, Estados Unidos, num total de 17 programas que abrangem música tradicional, sinfónica, de câmara, contemporânea e moderna, passando também pelo Jazz, que chega através do grupo Kolsimcha the World Quintet, da Suíça.

A Orquestra de Macau convida este ano para o Centro Cultural entre 10 e 12 de Outubro o "pop star" de Hong Kong Adam Cheng, também perito em artes marciais e que tem passado os últimos 30 anos entre os palcos e o tapete, conforme actue como mestre de Wushu (arte marcial) ou como cantor romântico.

Também a convite da Orquestra de Macau, a 17 de Outubro, será a vez de os húngaros do Ars Nova Vocal Ensemble -- que actuam a solo no dia 21 para interpretar música coral do seu país - celebrarem Mozart na Igreja de São Domingos, entoando música sacra do compositor.

A Orquestra Chinesa de Macau sobe também ao palco para oferecer ao público uma "flor de lótus dourada", um excerto da obra Salmos de Macau e outros excertos de A Trança Feiticeira, "duas estreias mundiais encomendadas pelo Instituto Cultural de Macau aos conhecidos compositores chineses Tang Jianping e Kuan Nai Chung".

O coro feminino de Hannover, Alemanha, ocupa a igreja de Nossa Senhora de Fátima no dia 23 de Outubro e o Quarteto Haydn o Teatro D. Pedro V a 25.

A música Folk chinesa vai ser tocada na Fortaleza do Monte no dia 26 de Outubro e os irmãos australianos Slava e Leonard Grigoryan dão um recital de guitarra clássica a 28 de Outubro no teatro D. Pedro V.

Mais uma vez, o Festival Internacional de Música de Macau promove uma série de locais da história de Macau como as igrejas ou a Fortaleza do Monte e o Teatro D. Pedro V, peças integradas no Património Mundial da Humanidade classificado pela UNESCO.

JCS.


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