Economia
Costa promete bater-se em Bruxelas para evitar sanções "injustas"
António Costa afirma que vai “defender o interesse nacional” em Bruxelas na próxima quarta-feira, para evitar a aplicação de sanções por défice excessivo que, na visão do primeiro-ministro, não seriam justas. Em entrevista à SIC Notícias, o governante deixou críticas aos princípios de Bruxelas.
António Costa respondia a notícias avançadas esta quarta-feira que dão conta da possível aplicação de sanções a Portugal, por parte de Bruxelas, no quadro do Procedimento por Défices Excessivos.
O primeiro-ministro começou por lembrar que as metas falhadas do défice - e por isso puníveis com sanções - dizem respeito “ao período entre 2013-2015”, portanto ao Governo anterior, para vincar que “sobre 2016 a Comissão Europeia já não tem dúvidas que temos condições para ficar abaixo dos 3 por cento”.
António Costa salientou que “a aplicação de sanções não é nada que resulte automático”.
“Não é pelo facto de ter discordado das políticas do anterior governo que vou deixar de fazer o meu dever, que é defender o interesse nacional e bater-me junto da Comissão Europeia, de que não é justo aplicarem a Portugal qualquer sanção”, acentuou.
O líder socialista também não poupou a gestão de Bruxelas da crise financeira, ao salientar que “todos nós sabemos bem o que os portugueses passaram nos últimos quatro anos”.
“Acho que não é razoável que, depois da Comissão Europeia ter aplaudido as políticas que produziram este resultado, venha agora sancionar o país porque os resultados foram os que foram”.
Centeno "empenhado"
Também o ministro das Finanças comentou esta quarta-feira a possível aplicação de sanções a Portugal em resultado do incumprimento do défice. Em declarações à Lusa, Mário Centeno assinalou que o Governo está “empenhado em fazer a execução orçamental de 2016 e cumprir aquilo que foram os compromissos que assumiu com a União Europeia. Acho que isso vai ser muito valorizado no momento de tomar uma decisão".
O ministro das Finanças esteve esta quarta-feira em Berlim, onde se reuniu com Wolfgang Schäuble. Centeno manteve a linha de discurso que seria depois utilizada por Costa, ao sublinhar que o incumprimento das metas do défice é um facto atribuível ao Governo anterior.
"Eu espero que esta posição do governo seja suficiente, e estou convencido de que vai ser, para evitar que os males que vieram de trás não tenham consequências hoje. É partindo dessa situação que nós temos que atuar, e a preocupação existe no sentido que ela se espelha na nossa atuação em 2016", constatou.
Para Mário Centeno "o maior desafio que se coloca à economia portuguesa é o de ultrapassar a fase de quase estagnação que viveu durante o segundo semestre de 2015". Uma fase, segundo Centeno, que ficou a dever-se ao "adensar de problemas na Europa, como os refugiados e as eleições espanholas".
O ministro das Finanças avisou ainda que a recuperação da economia "não vai acontecer de um momento para o outro", mas deverá ser visível ao longo deste ano.
O primeiro-ministro começou por lembrar que as metas falhadas do défice - e por isso puníveis com sanções - dizem respeito “ao período entre 2013-2015”, portanto ao Governo anterior, para vincar que “sobre 2016 a Comissão Europeia já não tem dúvidas que temos condições para ficar abaixo dos 3 por cento”.
António Costa salientou que “a aplicação de sanções não é nada que resulte automático”.
“Não é pelo facto de ter discordado das políticas do anterior governo que vou deixar de fazer o meu dever, que é defender o interesse nacional e bater-me junto da Comissão Europeia, de que não é justo aplicarem a Portugal qualquer sanção”, acentuou.
O líder socialista também não poupou a gestão de Bruxelas da crise financeira, ao salientar que “todos nós sabemos bem o que os portugueses passaram nos últimos quatro anos”.
“Acho que não é razoável que, depois da Comissão Europeia ter aplaudido as políticas que produziram este resultado, venha agora sancionar o país porque os resultados foram os que foram”.
Centeno "empenhado"
Também o ministro das Finanças comentou esta quarta-feira a possível aplicação de sanções a Portugal em resultado do incumprimento do défice. Em declarações à Lusa, Mário Centeno assinalou que o Governo está “empenhado em fazer a execução orçamental de 2016 e cumprir aquilo que foram os compromissos que assumiu com a União Europeia. Acho que isso vai ser muito valorizado no momento de tomar uma decisão".
O ministro das Finanças esteve esta quarta-feira em Berlim, onde se reuniu com Wolfgang Schäuble. Centeno manteve a linha de discurso que seria depois utilizada por Costa, ao sublinhar que o incumprimento das metas do défice é um facto atribuível ao Governo anterior.
"Eu espero que esta posição do governo seja suficiente, e estou convencido de que vai ser, para evitar que os males que vieram de trás não tenham consequências hoje. É partindo dessa situação que nós temos que atuar, e a preocupação existe no sentido que ela se espelha na nossa atuação em 2016", constatou.
Para Mário Centeno "o maior desafio que se coloca à economia portuguesa é o de ultrapassar a fase de quase estagnação que viveu durante o segundo semestre de 2015". Uma fase, segundo Centeno, que ficou a dever-se ao "adensar de problemas na Europa, como os refugiados e as eleições espanholas".
O ministro das Finanças avisou ainda que a recuperação da economia "não vai acontecer de um momento para o outro", mas deverá ser visível ao longo deste ano.