Galp assina na Venezuela acordo para desenvolver parques eólicos
Lisboa, 13 Mai (Lusa) - A petrolífera portuguesa Galp Energia assinou hoje com a venezuelana PDVSA um memorando de entendimento para o desenvolvimento de quatro parques eólicos com uma capacidade de 72 megawats em três Estados da Venezuela.
O documento, que as duas empresas assinaram no primeiro dia da visita oficial do primeiro-ministro português José Sócrates à Venezuela faz parte de um pacote de cinco acordos energéticos entre a Galp e a PDVSA que abrangem também as áreas do petróleo e gás natural, para além das energias renováveis.
O projecto prevê a colaboração da Galp no estudo e na instalação de parques eólicos nos Estados de La Guajira, Chacopata e Nueva Esparta, bem como transferência de tecnologia por parte da empresa portuguesa, que prestará também serviços de formação e assistência técnica aos futuros operadores das instalações eólicas.
Segundo fontes do sector, a eléctrica portuguesa EDP tem também interesse no desenvolvimento do negócio eólico na Venezuela, com dois altos quadros da EDP Renováveis - o presidente do conselho geral e de supervisão, António de Almeida e com o administrador executivo, Cruz Morais - a integrar a comitiva do primeiro-ministro português.
No seguimento dos acordos de hoje, a Galp Energia compromete-se a comprar entre dois a quatro milhões de barris de petróleo por ano, a preços de mercado, com a possibilidade de renovação do acordo por períodos anuais.
Com os documentos que a Galp hoje assinou com PDVSA, a petrolífera portuguesa aposta na Venezuela como "mais um patamar relevante do seu plano de expansão internacional na área de exploração e produção, conjuntamente com as operações em curso em Angola e no Brasil", segundo um comunicado da Galp.
As duas petrolíferas vão também criar duas empresas mistas - na qual a Galp terá 15 por cento - para o desenvolvimento de gasodutos e para a produção de gás natural
A Galp compromete-se também a comprar dois mil milhões de metros cúbicos por ano do gás natural que as duas empresas mistas venham a produzir.
Galp e PDVSA concordaram também avaliar em conjunto o desenvolvimento, produção, melhoramento e comercialização no mercado internacional do petróleo proveniente do bloco Boyacá 6, na Faixa Petrolífera do Orinoco
RBV.
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