Domingos Abrantes do PCP é o entrevistado de Maria Flor Pedroso

por Maria Flor Pedroso

Foto: RTP

O Conselheiro de Estado proposto pelo PCP e eleito pelo parlamento, Domingos Abrantes defende a continuidade de Jerónimo de Sousa na liderança do partido. Para o comunista o atual líder do partido tem desempenhado um bom trabalho ao comando do PC.

Domingos Abrantes disse em entrevista à Antena1 que Jerónimo de Sousa “deve continuar” como Secretário Geral do PCP.

Considera, que o atual líder, que foi numero dois de Álvaro Cunhal, continua a ter condições políticas para isso e refere mesmo “ um balanço muito positivo”.

“Se jerónimo de Sousa achar que tem condições anímicas, deve continuar”, refere Domingos Abrantes.

A sua continuação como Secretário Geral do PCP não tem nada que ver com a renovação do partido “porque a renovação do partido não se faz pela mudança do SG”.

Sobre o Congresso do PCP, que se vai realizar no final do ano em Dezembro, Domingos Abrantes considera que o Congresso não fará perigar o acordo estabelecido para a viabilização do Governo minoritário do PS.

Porque o Congresso não vai reavaliar a decisão “que ninguém (no partido) questiona”, mas vai avaliar “os benefícios ou prejuízos da decisão”. E continua, porque “nós não somos contra a austeridade, mas contra certo tipo de austeridade”, explica.

Domingos Abrantes considera que houve uma mudança no PS e refere que “pela primeira vez não escolheu a Direita”.

O próprio PS, diz Abrantes, que se “consciencializou de que se se alia-se à direita não tinha grande futuro” e menciona que o PCP foi determinante com a célebre frase “o PS só não é governo se não quiser”.

Abrantes, numa análise à atual situação política, diz que houve comentários “lamentáveis” com a solução governativa encontrada.

Considera que há um perigo real de regresso do fascismo “com manifestações anti comunistas primárias, o que foi sempre a arma do fascistas. Em Portugal não houve só o milagre de Fátima, houve outro: com o 25 de Abril desapareceram os fascistas”, expõem Domingos Abrantes.

Nesta entrevista dada á jornalista Maria Flor Pedroso, o político e comunista elogia Pacheco Pereira, pelos livros sobre Cunhal e comenta que “alguns camaradas não vão gostar” mas alerta para três erros em relação a ele no último livro.