China apontou o seu primeiro chefe no combate ao terrorismo

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A China apontou o seu primeiro responsável para o combate ao terrorismo, informou hoje a imprensa estatal, numa altura em que o país reforça a sua campanha antiterrorista na região do Xinjiang, palco de frequentes conflitos étnicos.

Liu Yuejin, que foi uma "figura-chave" no combate ao tráfico de narcóticos no país desde os anos 1980, foi escolhido como comissário da luta contra o terrorismo, noticiou hoje o jornal oficial China Daily.

Limítrofe à Ásia Central, O Xinjiang é frequentemente palco de conflitos entre a minoria étnica chinesa Uigur e a maioria Han, predominante em cargos de poder político e empresarial regional.

Nos últimos anos, Pequim lançou uma campanha contra os separatistas "terroristas" da região, que acusa serem responsáveis pela violência.

Peritos e grupos de defesa dos Direitos Humanos consideram que a política discriminatória relativamente à cultura e religião dos uigures alimenta as tensões.

A ascensão da organização extremista Estado Islâmico levou a China a atribuir os atos terroristas à influência estrangeira.

Os ataques perpetuados por uigures provocaram já centenas de mortos e feridos civis na região, que corresponde a 18 vezes o território português, possuindo uma imensa riqueza natural.

Em setembro, um ataque à faca numa mina de carvão em Aksu deixou mais de 50 mortos.

A resposta da polícia chinesa saldou-se na execução de 28 alegados membros de um grupo terrorista.

O combate ao tráfico de droga na China tem sido alvo de críticas pela abordagem "excessiva" na forma como lida com criminosos, tendo tido poucos efeitos no rápido aumento do número de consumidores.

Em 2013, Liu afirmou ao jornal oficial Global Times que Pequim estava a considerar um ataque aéreo com `drones` contra um barão da droga no Myanmar, que foi associado à morte de 13 marinheiros chineses dois anos antes.

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