Mundo
China suspeita casinos de Macau de estarem ao serviço da CIA
Um relatório chinês "altamente confidencial" revela a existência de fortes suspeitas chinesas de que os casinos da antiga colónia portuguesa estejam a ser instrumentalizados para chantagear altos quadros do partido, que aí jogariam com dinheiros públicos.
O relatório, citado no diário britânico The Guardian, destaca o facto de o multimilionário e financiador do partido republicano dos EUA Sheldon Adelson ter adquirido casinos em Macau e poder estar a utilizá-los para recolher informações sobre altos quadros comunistas que têm o vício do jogo.
Segundo o relatório, encomendado em 2010 por uma empresa do próprio Adelson a um investigador particular, "muitos dos funcionários [chineses] que contactámos consideravam que as agências de espionagem dos EUA são muito activas em Macau e que penetraram nos e utilizam os casinos para as suas operações".
A empresa comandatária da investigação, Sands China, estava preocupada com uma aparente viragem do Governo de Macau, na aparência cada vez mais hostil ao jogo na colónia.
O chefe do Governo, Fernando Chui Sai-on, agraciado com a Grã-Cruz da Ordem do Mérito de Portugal, estaria fragilizado pelas acusações de corrupção que se têm acumulado contra ele, pelo processo antidemocrático que o colocou no poder e, mais recentemente, pela preocupação das autoridades de Pequim com o alegado papel dos casinos de Macau na espionagem norte-americana. Daí o ter começado a dar sinais de hostilidade ao jogo, anteriormente uma actividade intocável do território.
O relatório, datado de 25 de Junho de 2010, era "altamente confidencial", mas acabou por ser descoberto e divulgado pela Universidade da Califórnia, de Berkeley.
Segundo o relatório, "uma fonte fiável informou que o Governo central chinês acredita firmemente que a Sands permitiu a agentes da CIA/FBI operarem nas suas instalações. Estes agentes aparentemente 'vigiam funcionários do governo continental' que jogam nos casinos". O objectivo desta vigilância consistiria em "forçá-los a cooperarem com interesses do Governo dos EUA".
A Sands China classificou o relatório como "uma série de especulações sem significado" e como "uma ideia para o guião de um filme".
Ainda segundo o relatório , "um motivo de considerável preocupação é o facto de, segundo um contacto bem colocado no Governo de Pequim, um relatório interno de uma agência do Governo central calcular em 2.000 milhões de dólares anuais aquilo que jogam, nas suas visitas a Macau, funcionários do Governo chinês no activo".
Haveria também a preocupação sobre o efeito corruptor deste fenómeno, visto que os funcionários em causa não poderiam jogar quantias tão elevadas, apenas com o seu próprio vencimento. Mas, a esta preocupação, juntou-se mais recentemente a de os funcionários se poderem tornar permeáveis à chantagem da CIA. Este terá sido um dos motivos para a China recusar autorização para a abertura de um consulado dos EUA em Macau.
Enfim, o Governo chinês parece ter ficado alarmado com a precisão de informações de que dispunha um relatório norte-americano datado de 2005 sobre o papel de Macau na lavagem de dinheiro pela Coreia do Norte.
Segundo o relatório, encomendado em 2010 por uma empresa do próprio Adelson a um investigador particular, "muitos dos funcionários [chineses] que contactámos consideravam que as agências de espionagem dos EUA são muito activas em Macau e que penetraram nos e utilizam os casinos para as suas operações".
A empresa comandatária da investigação, Sands China, estava preocupada com uma aparente viragem do Governo de Macau, na aparência cada vez mais hostil ao jogo na colónia.
O chefe do Governo, Fernando Chui Sai-on, agraciado com a Grã-Cruz da Ordem do Mérito de Portugal, estaria fragilizado pelas acusações de corrupção que se têm acumulado contra ele, pelo processo antidemocrático que o colocou no poder e, mais recentemente, pela preocupação das autoridades de Pequim com o alegado papel dos casinos de Macau na espionagem norte-americana. Daí o ter começado a dar sinais de hostilidade ao jogo, anteriormente uma actividade intocável do território.
O relatório, datado de 25 de Junho de 2010, era "altamente confidencial", mas acabou por ser descoberto e divulgado pela Universidade da Califórnia, de Berkeley.
Segundo o relatório, "uma fonte fiável informou que o Governo central chinês acredita firmemente que a Sands permitiu a agentes da CIA/FBI operarem nas suas instalações. Estes agentes aparentemente 'vigiam funcionários do governo continental' que jogam nos casinos". O objectivo desta vigilância consistiria em "forçá-los a cooperarem com interesses do Governo dos EUA".
A Sands China classificou o relatório como "uma série de especulações sem significado" e como "uma ideia para o guião de um filme".
Ainda segundo o relatório , "um motivo de considerável preocupação é o facto de, segundo um contacto bem colocado no Governo de Pequim, um relatório interno de uma agência do Governo central calcular em 2.000 milhões de dólares anuais aquilo que jogam, nas suas visitas a Macau, funcionários do Governo chinês no activo".
Haveria também a preocupação sobre o efeito corruptor deste fenómeno, visto que os funcionários em causa não poderiam jogar quantias tão elevadas, apenas com o seu próprio vencimento. Mas, a esta preocupação, juntou-se mais recentemente a de os funcionários se poderem tornar permeáveis à chantagem da CIA. Este terá sido um dos motivos para a China recusar autorização para a abertura de um consulado dos EUA em Macau.
Enfim, o Governo chinês parece ter ficado alarmado com a precisão de informações de que dispunha um relatório norte-americano datado de 2005 sobre o papel de Macau na lavagem de dinheiro pela Coreia do Norte.