Donald Trump ameaça com violência se lhe for negada a investidura

Donald Trump ameaça com violência se lhe for negada a investidura

A reputada Economist Intelligence Unit emitu um relatório listando as principais ameaças à paz mundial: a desaceleração do crescimento económico chinês, um jihadismo globalizado, um regresso à Guerra Fria contra a Rússia - e Donald Trump.

RTP / Adicionar como fonte informativa
Aaron P. Bernstein, Reuters

Segundo citação do New York Times, o relatório afirma que, "na eventualidade de uma vitória de Trump, a sua atitude hostil contra o comércio livre, e em especial a hostilização do México e da China, poderiam causar rapidamente uma escalada até uma guerra comercial".

E, pelos vistos, os conspícuos analistas da EIU não receiam apenas uma guerra comercial entre proteccionismos diversos, e sim um efectivo confronto armado, acrescentando: "A sua [de Trump] atitude militarista em relação ao Médio Oriente (e a proibição de todas as viagens de muçulmanos para os EUA) seria uma potente ferramenta de recrutamento para os grupos jihadistas, incrementando a sua perigosidade tanto na região como fora dela".

Os analistas da EIU continuam a considerar relativamente remota a eventualidade de Trump se tornar o próximo inquilino da Casa Branca, mas logo sublinham que, no caso de ele lá chegar, os riscos serão muito elevados. Quantificando os riscos, a EIU compara os representados por Trump com os representados pelo terrorismo islâmico e considera que qualquer deles poderá produzir uma quebra de até 1,5 por cento no crescimento económico mundial.

Robert Powell, um dos analistas autores do estudo, citado também no New York Times, afirma que nunca houve, ou pelo menos não recorda que tenha havido, algum presidente dos Estados Unidos a ocupar um lugar entre os dez maiores perigos para o mundo. Trump é, do seu ponto de vista, um factor inédito de imponderabilidade na política norte-americana e mundial.Trump ameaça com distúrbios
Parecem, com efeito, restar poucas dúvidas: o bilionário que quer ser presidente dos Estados Unidos não é mais do mesmo: o próprio Partido Republicano está cada vez mais preocupado com a eventualidade de tê-lo como seu candidato oficial. E Trump avisa o partido: ou lhe reconhece a vitória ou vai haver violência.

A ameaça começa a ser levada a sério, principalmente tendo em conta a ligeireza com que os apoiantes de Trump têm passado a vias de facto sempre que o candidato é contestado em alguma sessão de campanha. E o próprio Trump se tem notabilizado por chamar repetidamente a sua segurança para expulsar parte do público menos entusiástica da sua política.
Ameaças em linguagem pré-adolescente
Um outro estudo, elaborado pelo Language Technologies Institute da Universidade Carnegie Mellon (CMU), de Pittsburgh, chegou à conclusão de que o nível de linguagem dos candidatos presidenciais, tradicionalmente muito baixo nos Estados Unidos, caíu a pique na presente contenda eleitoral.

Segundo resumo divulgado pela Agência France Press, esse estudo refere a linguagem de antigos presidentes como Abraham Lincoln, Ronald Reagan, Bill Clinton et George W. Bush, e do actual presidente, Barack Obama, como digna, ao menos, de estudantes secundaristas.

Já os níveis lexicais e gramaticais dos candidatos Ted Cruz, Marco Rubio e Hillary Clinton, situam-se muito abaixo, a um nível no melhor dos casos digno de escola primária. Destaca-se apenas por uma ilustração algo superior o candidato Bernie Sanders. E destaca-se sobretudo, no pólo oposto, o candidato Donald Trump pelo primitivismo da sua linguagem.

E, segundo o mesmo estudo, à medida que progride a campanha, esse nível vai-se tornando cada vez mais básico - o que poderá estar relacionado com a preocupação dos candidatos em dobrarem a parada da demagogia. E, nessa preocupação, mais uma vez se tem destacado Donald Trump.
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