França no olho do furacão

Em menos de dois anos, o território francês foi assolado por três ações terroristas de grande violência.

António Jorge /

Foto: Reuters/Eric Gaillard

A série negra começou em janeiro de 2015, com o mortífero assalto ao jornal satírico Charlie Hebdo, em Paris, e as réplicas que se seguiram ao longo de três dias que tiveram epílogo em Dammartin-en-Goële, com o cerco e abate dos irmãos Kouachy, autores do massacre.

Pelo meio, um outro homem, de apelido Coulibaly, aparentemente inspirado pelos dois irmãos, que conheceria, matou uma polícia, antes de se refugiar num mercado, onde fez vários reféns. Quatro morreram às suas mãos e, depois, ele próprio, às mãos da polícia.

Em novembro, uma complexa operação, também reinvindicada pelo Estado Islâmico, resultou na morte de 130 pessoas, em vários pontos da capital de França: bares, restaurantes, uma sala de espetáculos, um estádio de futebol.

Ontem, foi a vez de Nice ser abalada pela tragédia. Mais de 80 mortos e cerca de vinte feridos gravemente pela investida de um homem, que conduzia um camião, sobre uma multidão que celebrava o o aniversário do episódio mais emblemático da Revolução Francesa de 1789.

Este massacre ainda não foi reivindicado.






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