Incêndio destrói embaixada da Venezuela e causa danos nos escritórios da OEA em São Cristóvão e Neves

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As autoridades de São Cristóvão e Neves investigam as causas de dois incêndios que destruiriam o edifício sede da embaixada da Venezuela em Basseterre e causaram danos materiais nos escritórios da Organização de Estados Americanos (OEA).

Os incêndios foram atribuídos por Denzil Douglas -primeiro ministro daquele país composto por duas ilhas, nas Caraíbas -, a "um ataque com motivo político" e ocorreram domingo deixando a sede diplomática venezuelana reduzida a escombros e causando danos menores nos escritórios da OEA.

"Há os que, neste país, têm como objetivo principal vencer, definem vencer sem se importarem com o impacto na (...) nação", disse Denzil Dougas numa mensagem divulgada segunda-feira através da televisão local.

Aquele responsável precisou que os incêndios ocorreram depois de uma manifestação convocada por simpatizantes do opositor Partido Unidade, que acusou de usarem "táticas políticas extremas" para criar instabilidade no seu governo.

Entretanto o líder parlamentar opositor, Mark Brantler, condenou os atentados e apelou à população para cooperar com a polícia, sublinhando que são "especialmente horrendos" quaisquer ataques contra os funcionários ou propriedades de países estrangeiros.

Explicou ainda que transmitiu às autoridades venezuelanas e à OEA "o seu pesar e repulsa" pelos atentados.

Segundo o inspetor da polícia de São Cristóvão e Neves, Lyndon David, dois indivíduos do sexo masculino foram detidos por suspeita de envolvimento nos incêndios, mas não foi possível reunir provas suficientes para avançar com a respetiva acusação.

A imprensa venezuelana dá conta que desde dezembro último São Cristóvão e Neves tem vivido momentos de tensão política depois de Mark Brantler ter avançado com uma moção contra a convocação de eleições gerais antecipadas.

 

 

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