Patrulha israelita mata judeu por engano

Patrulha israelita mata judeu por engano

Um judeu israelita tornou-se, aos olhos de uma patrulha militar, suspeito de ser um "terrorista árabe". Segundo a polícia, ao ser interpelado, desobedeceu às intimações dos soldados, tornou-se violento e acabou por ser abatido.

RTP /
Aparato de segurança na estação central de autocarros de Jerusalém, em 14 de Outubro Ronen Zvulun, Reuters

O porta-voz da polícia israelita Micky Rosenfeld, citado pelo diário israelita Jerusalem Post, refere que o homem vagueava pela estação central de autocarros de Jerusalém às 11h30 da noite.

Nas palavras de Rosenfeld, "ele procedia de modo suspeito, quando dois soldados do IDF que patrulhavam a área, no âmbito das medidas de segurança reforçadas, suspeitaram que ele pudesse ser um terrorista e lhe pediram para apresentar a sua identificação. Mas o homem disse que se recusava a mostrá-la".

E prossegue o relato: "Quando os soldados começaram a interrogá-lo, sobreveio uma luta, e o homem tentou tirar a arma a um dos soldados. Infelizmente, no seguimento, ele foi baleado e morto no local". Nenhum dos soldados ficou ferido.

O mesmo porta-voz declarou ainda que "a polícia está a investigar os antecedentes dele e porquê ele se comportou assim. Muitas questões estão por responder".

Uma equipa da emergência médica deslocou-se ao local e o presidente do respectivo instituto (ZAKA), Yehuda Meshi Zahav, também presente, declarou: "Quando cheguei ao local com a equipa da ZAKA, parecia tratar-se de um ataque terrorista 'normal', uma tentativa de esfaqueamento, e o terrorista estava dominado".

Zahava conta também: "Eu quis colocar o corpo num saco preto [reservado para terroristas]. Depois, pediram-me para cuidar do corpo e vi que era um judeu, e que era um erro falar de um terrorista. Imediatamente dei nota disso à polícia e mudámos o corpo para um saco de corpos branco".
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